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DIOR – Da Passarela Para as Ruas ou Pijama, Lágrimas e Glamour

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Dior

La Maison Dior – Foto do site

Domingo. E não um qualquer. Daqueles de levantar tarde, sem vontade de tirar o pijama, de fazer um café-da-manhã decente e muito menos botar o pé pra fora de casa. O mau-humor impera e o motivo é desconhecido… O que será? Já sabendo que não é TPM o mistério continua e o marido tenta, sem sucesso, animar o ambiente; afinal, ele sempre se esforça pra deixar a esposa feliz. Seu lema: “happy wife, happy life”. Sábio.

Não, esta não é a história de uma amiga. Esta sou eu hoje (ontem pra vocês, pois o post deve ser publicado na segunda-feira).

Mal sabia meu marido que a situação viraria contra ele (até sabia, afinal, ele não é recém-casado…), e fazer a esposa feliz não seria tão fácil uma vez que pra isso ele teria que me dar um computador novo (que eu não preciso e ele, infelizmente, teve a tarefa ingrata de me informar), um iPhone 5 (que eu também não preciso, já que o meu 4S não tem nem 1 ano de uso ainda) e um Louboutin (este, eu continuo achando que eu preciso… Que mulher não precisa?). Reparem no E. Não é OU. Queria os três!

Aí, depois de uma dose de drama, algumas (muitas?) lágrimas questionando a vida e a existência, me achando a pessoa mais obesa do universo e com a pálpebra inferior mais roxa, inchada e flácida que uma mulher pode ter, me lembrei que o problema é só que sou mulher e que não acordei em um bom dia. Ah! Entre todos os sentimentos e pensamentos também passou pela minha cabeça que eu estava ficando louca, é claro. Mas quando lembrei que sou mulher, isso deixou de ser uma questão… Eu sou louca. E a cura para a loucura de hoje era fazer alguma coisa muito divertida, que eu já havia planejado sob um nome muito pomposo de “Dior – Outono-Inverno 2013-14: Da Passarela Para as Ruas”.

O assunto que vem a seguir continua sendo este, mas não achei que seria honesto dizer que este post foi escrito única e exclusivamente para falar do desfile da Dior. Não. Ele é para dar um pouco de glamour neste meu dia de mulher.

Então vamos lá.

Desde terça-feira passada está acontecendo a semana de moda de Paris Outono-Inverno 2013-14 e, na sexta-feira, foi o desfile da Dior.

Gosto de acompanhar os desfiles das grandes grifes (Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton…), que graças à internet são transmitidos ao vivo, sempre que posso, pois adoro o espetáculo.

Desde que fui a um desfile na São Paulo Fashion Week a convite da minha prima Nathália, fiquei encantada com o “show”. O que antes me parecia banal, sem sentido, tornou-se uma emoção. A música, a expectativa, a curiosidade para entender o tema, a lógica por trás do desfile, a arte… Sim, pra mim é uma arte. E sendo uma expressão artística, espero que em um desfile a maioria das roupas apresentadas seja conceitual, pra passarela, ou no máximo pra artistas em tapete vermelho ou situações especiais.

E foi por isso que este último desfile da Dior me chamou atenção. A Dior impressionar não é novidade, mas desta vez me impressionou pela “normalidade” das roupas. Normalidade no melhor sentido da palavra, porque eu sinceramente usaria quase todas as roupas apresentadas. Ah! Se eu pudesse…

Então chega de firulas e vamos ao que realmente interessa: o desfile e as roupas maravilhosas.

Segundo a própria marca, a coleção apresentada é como um álbum visual de momentos significativos para Raf Simons (diretor criativo) e a casa Dior. Raf Simons e Christian Dior começaram suas carreiras na Arte e foi esta a paixão mostrada na coleção, através de uma colaboração exclusiva com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.

Dior_1O vestido da esquerda é um tomara-que-caia de seda. As estampas são obras de Warhol: um sapato bordado (“High Heel”, de 1956) e a impressão do “Female Head with Stamps”, de 1959.

À direita, outro vestido de seda com impressões de obras de Andy Warhol: “Stamped Shoe with Butterflies”, de 1961, e “High Heel” e “Shoe”, de 1955.

Ambos vestidos têm modelagem simples, extremamente usáveis no dia-a-dia, e aposto que muito confortáveis para o clima brasileiro. Afinal, tecidos naturais, como a seda, sempre “respiram” melhor.

Não diria que são roupas de outono-inverno, mas diria que adorei!

E quando o inverno chegar…

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Primeiro, o terninho de lã mais lindo e leve do universo! Tudo bem, pode ser exagero meu, mas vendo o movimento dele na passarela fica difícil acreditar que é lã… É chique, é sóbrio, é possível. É o glamour nas ruas.

E os sobretudos… Foram apresentados pelo menos cinco, e se tem uma peça do guarda-roupa de inverno que eu tenho uma paixão especial, essa é o sobretudo! Tenho alguns e não me canso de desejar e comprar, mesmo morando no Brasil. E juro que não me importaria em ter este da Dior. Porque pensando bem, me falta mesmo um cinza! 😉

E este vermelho, então? O look está incrível! É o menos usável dos três, mas é maravilhoso. De lã, vermelho, foi diretamente inspirado na criação original de Mr. Dior, de 1948, chamado “Arizona”.

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Continuando as releituras dos clássicos da Dior tem este tomara-que-caia de couro chamado por Mr. Dior de “Opéra Bouffe”, em 1949. De frente simples com a saia característica da Maison, deixando todo o detalhe para as costas (que não dá pra ver muito bem na foto, mas dá pra ter uma idéia).

Vamos aproveitar a foto de perfil para falar do sapato, que foi do mesmo modelo para todos os looks, variando apenas as cores. Algumas pessoas podem gostar. Pra mim, nada ganha de um scarpin tradicional.

Outro vestido característico Dior e mais uma releitura. Chamado por Mr. Dior de “Miss Dior” em 1949, o vestido da direita é de couro bordado e, mais uma vez, lindo! Não usaria pra ir ao cinema em uma tarde de domingo, mas pra uma festa especial…

Mais alguns looks pra gente babar…

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E por último, alguns sapatos em mais detalhes e dois modelos de bolsa-desejo. Pode querer as duas?

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Foi, sem dúvida, um dos melhores desfiles que já vi. Afinal, que mulher não gosta de sonhar com roupas maravilhosas? De se imaginar vestindo as peças mais desejadas? Eu, pelo menos, sou assim. E sonho alto! Porque se é pra sonhar, não pode ser com pouco, não é?

E para quem está se perguntando: sim, estou me sentindo melhor. Obrigada! 🙂

Beijos

Camila