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TPM, PÁSCOA E O LADO BOM DA VIDA

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Oscar J. Lawrence

Ah, sim… Chegamos em um período ótimo para crises existenciais: a Páscoa. Almoço de família que se preze tem que ter parente mala, de língua bem afiada.

Como diz um grande amigo: aquele parente que te transforma em alvo ou platéia.

De quebra, TPM borbulhando em último grau. Dessas que te faz odiar sua calça preferida, seus cabelos e o espelho… Potencializando meu (mal) humor, minhas olheiras e minha barriga… Argh!

Então resolvi que teria uma convivência segura, algumas horinhas de almoço e algum aborrecimento sem maiores consequencias. Muito parecido com o consumo do álcool X ressaca, depois dos 30 melhor não passar dos dois drinks seja lá do que for, se quiser evitar vexame e ressaca.

O lado bom é que você pode comer tanto chocolate quanto aguentar que é socialmente aceitável. E quase todo mundo desistiu de ter um abdome negativo, parecido com aquele cachorro, o galgo.

Assim, esquecemos a ressurreição de Cristo, a dieta e nos entorpecemos nesse doce momento hiper calórico.

Então aproveitei a cidade um pouco menos tumultuada pra ir ao cinema assistir O Lado Bom da Vida, com os lindos Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) que é a cara do Henry Castelli e Tiffany (Jennifer Lawrence).

Antes mesmo de assistir ao filme, já era fã da Jennifer Lawrence que ganhou o Oscar e bem na hora H caiu com seu modelito da Dior, phynna.

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O filme trata de uma forma dramática mas ao mesmo tempo irônica do transtorno bipolar que Pat Solitano possui. Suas crises ficaram exacerbadas quando Pat vê sua esposa o traindo em sua própria casa.

Já Tiffany sofre de compulsão sexual desencadeada com a morte de seu marido. A vida deles se cruza em um jantar na casa de amigos em comum e  eles encontram na dança uma válvula de escape  para lidar com seus traumas e transtornos.

Sabe o que é mais interessante desse enredo? É a gente parar pra pensar que ninguém está ileso de passar por algo parecido. Lembrei de um professor que tive que teve um surto psicótico quando a noiva o pressionou pra casar. Jovem, bonito, saudável… e humano.

Aí a gente diz: – Isso não vai acontecer comigo!

E por quê não?

Você pode ter fé, ser casado/solteiro, rica/pobre, bem jovem ou idoso, adorar pizza, fazer compras, estudar, trabalhar e num belo dia… Sua mente  resolve te pregar uma peça.

Somos todos suscetíveis, estamos vivos e na chuva. Não importa.

O que importa é como vamos lidar com as coisas que ocorrem. Se vamos entregar os pontos ou lutar.

Eu prefiro lutar, e se é pra ir pra guerra, então… Base, batom e ação!

Besos

Tati Felix

Brigadeiros, Coxinhas e Louboutin

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ChristianLouboutin1Conversando outro dia com a Tati sobre os sabores e dissabores da vida, começamos a pensar e rir sobre as coisas que nos fazem sentir bem quando estamos naqueles dias de mau-humor, por qualquer que seja o motivo, razoável ou não. Brigadeiro, bomba de chocolate, torta de morango, bolo, pizza, coxinha e x-bacon-salada foram as primeiras opções que vieram em nossa cabeça… Afinal, estávamos tomando café em uma padaria.

E das bombas calóricas para maquiagem e roupa foi um pulo. Afinal, não seríamos nós se este assunto não surgisse de alguma maneira. E rápido! Assim, entre quilos a mais, sonhos sem fim e dinheiro de menos surgiu a idéia de escrever este post sobre uma paixão feminina: o sapato.

Comprar um sapato novo é uma delícia. E para aquele dia que não começou bem, nada melhor do que uma bela maquiagem, uma roupa caprichada e um sapato lindíssimo (o salto alto, nestas horas, sempre ajuda) para levantar o astral e tornar o dia mais belo, ou pelo menos mais suportável…

Mas e os Sapatos? Sim , S maiúsculo. Aqueles que começaram a fazer sucesso e virar objeto de desejo entre nós, mortais, a partir das glamourosas protagonistas de Sex and the City?

Carrie Bradshaw e suas amigas divulgaram para o mundo a genialidade de Manolo Blahnik, Jimmy Choo e Christian Louboutin. Carrie tinha (tem?) uma coleção gigante com diversos exemplares de todos, mas nunca escondeu sua predileção por Manolo Blahnik; foi pedida em casamento com um par dele (no filme), inclusive. Quem precisa de aliança ou anel de noivado quando se tem um Manolo cravejado com diamantes? A Carrie não.

Eu discordo da Carrie. Prefiro um Louboutin! A magia da sola vermelha é inigualável. Reconhecível de longe, já foi até alvo de disputa judicial com a Yves Saint Laurent.

Christian Louboutin é francês e lançou sua linha de sapatos na França, em 1991. Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Aos 15 anos, começou a criar sapatos para dançarinas. Na década de 1980, criou modelos para Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, mas desistiu da carreira e decidiu se tornar paisagista e colaborador da Vogue. Ele sentiu falta de desenhar sapatos e, anos mais tarde, se associou a amigos e abriu a primeira loja.ChristianLouboutin2

O objetivo declarado do designer é o de “fazer a mulher mostrar-se sexy, bonita, para fazer suas pernas parecerem tão longas quanto [ele] puder.” E ele consegue! Com uma legião de fãs que vão de Lady Gaga a Princesa de Mônaco, passando por Jennifer Lopez, Gwyneth Paltrow, Sarah Jessica Parker, Catherine Deneuve, Diane von Fürstenberg, ou qualquer outra celebridade que a gente quiser colocar aqui.

Para quem não conhece e tiver curiosidade de ver (com os olhos ou com as mãos) do que se trata e o motivo de tanta comoção, pode encontrar essa obra de arte no Brasil. Temos lojas aqui desde 2009 e em São Paulo elas estão no Shopping Iguatemi e no Shopping JK Iguatemi. Fora de São Paulo, tem no Shopping Iguatemi de Brasília.

Mais duas curiosidades para terminar minha apologia ao Louboutin.

A primeira é sobre uma coleção especial da Barbie lançada em uma parceria do designer com a Mattel em 2010:

ChristianLouboutinBarbiePois é… Nossa querida Barbie também se rendeu aos encantos da sola vermelha.

A outra curiosidade? Nosso amigo Christian Louboutin uniu-se à Disney e deu vida ao sapato mais famoso do imaginário feminino: o da Cinderella.LouboutinCinderella

Não vou entrar no mérito se gostei ou não do sapato criado… Mas achei a Cinderela chiquérrima!

Isso sim é trabalho de fada madrinha: puro glamour!

Mas quanto custa um sapato desse? É a pergunta que nos fazemos. Caro.

São obras de arte. Criados por um artista. Feitos um por um, costurados a mão, com o melhor material que existe. Não tem como ser barato.

Vale a pena?

Isso cada uma tem que decidir de acordo com suas possibilidades e seu desejo.

Mas uma coisa é certa: o primeiro Louboutin a gente nunca esquece…

Beijos

Camila

Moda: para quê?

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Mais um domingo chegou. É claro! Ele vem toda semana… O problema é que pra mim este tem sido um dia de reflexão, cada vez mais. Não sei muito bem porquê (sei um pouco…), e nem se isto é necessariamente um problema, mas o fato é que é isso que vem acontecendo nos últimos tempos. E começa logo cedo! Nem precisa da música do Fantástico!

Desta vez a “depressão” foi menos dramática (e louca… e megalomaníaca… rs) e mais reflexiva; teve totalmente a ver com o blog e o que me move no mundo da moda. Pensamentos e questionamentos de uma psicóloga-psicanalista-consultora de imagem. Então resolvi falar (escrever) um pouco sobre isso.

Chanel-quote2Como eu já disse aqui no blog, pra mim, a moda não é fútil. Ela pode ser confundida com futilidade, pois tem toda uma indústria por trás dela que é alvo das mais diversas críticas, que eu deixo para os meus colegas de profissão ou da Academia fazerem. Mas gostaria de falar um pouco sobre isso.

Na minha opinião a moda tem um poder transformador: já passei por isso e já vi isso acontecer. Uma transformação que acontece de fora pra dentro. Este poder é tão claro e verdadeiro pra mim que fico triste (ou mesmo brava) de ver tantas pessoas considerando a moda fútil. Mas então o que é fútil? No dicionário? Houaiss diz:

1. que ou o que não tem importância ou mérito; inútil, superficial;

2. que ou o que tem aspecto enganador, não inspira confiança, não tem constância; frívolo, leviano.

Então talvez a indústria da moda seja. Ela não tem constância, muda a cada semestre, o que é lindo hoje é horrível amanhã e vice-versa, sugere gastos exorbitantes e desnecessários, exibe e exige corpos magérrimos.

É uma indústria que nos apresenta grandes artistas, gênios. Produz obras de arte. Mas ainda assim é uma indústria.

Essa é moda que se esvai, como bem apontou Chanel na citação lá em cima…

Mas de qual moda estou falando, então? Daquela de cada um de nós. Do uso que fazemos desta moda que nos é oferecida. De estilo, do que permanece. Ah! Essa Mademoiselle Chanel…

Quando encontramos nosso estilo, colocamos uma roupa bonita, adequada para nosso corpo, cor de pele, cor de cabelo, idade, a nossa imagem muda. E ao mudar nossa imagem nós mudamos a percepção que temos de nós. E aí está o segredo!

Ao conseguirmos nos ver diferente, começamos a conseguir nos sentir diferentes.

stacy-londons-the-truth-about-style-book-and--L-gJKPrlPreciso ser justa e dar os devidos créditos pra quem me ajudou a esclarecer e colocar esse sentimento que eu tinha em palavras. Essa pessoa é Stacy London, que ficou conhecida no programa Esquadrão da Moda (What Not to Wear), que passa no canal TLC (antigo Discovery Home & Health no Brasil). Pois é… Eu adoro esse programa! O americano. Confesso que nunca assisti o brasileiro. Ela escreveu um livro que eu adorei chamado The Truth About Style. Quem tem interesse sobre o tema moda-transformação pessoal vai gostar. Por enquanto não tem tradução para o português.

Crédito dado, volto ao assunto.

O resumo da idéia de Stacy (e minha) é: ver para sentir para pensar para acreditar. Viu só? Mudança! De fora pra dentro.

Ter estilo não precisa ter nada a ver com ser vítima da moda. Essa é uma confusão comum. Ter estilo tem a ver com melhorar quem você é, ser a melhor versão de você mesmo, e não ser igual a qualquer outra pessoa ou todas as outras pessoas.

Acreditar que podemos ser uma “melhor versão possível de nós mesmos” implica em conhecer e aceitar quem somos e lutar para mudar o que é possível. E se for mais “fácil” (ou menos difícil) começar por fora, pelo guarda-roupa, por que não?

Beijos

Camila

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DIOR – Da Passarela Para as Ruas ou Pijama, Lágrimas e Glamour

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Dior

La Maison Dior – Foto do site

Domingo. E não um qualquer. Daqueles de levantar tarde, sem vontade de tirar o pijama, de fazer um café-da-manhã decente e muito menos botar o pé pra fora de casa. O mau-humor impera e o motivo é desconhecido… O que será? Já sabendo que não é TPM o mistério continua e o marido tenta, sem sucesso, animar o ambiente; afinal, ele sempre se esforça pra deixar a esposa feliz. Seu lema: “happy wife, happy life”. Sábio.

Não, esta não é a história de uma amiga. Esta sou eu hoje (ontem pra vocês, pois o post deve ser publicado na segunda-feira).

Mal sabia meu marido que a situação viraria contra ele (até sabia, afinal, ele não é recém-casado…), e fazer a esposa feliz não seria tão fácil uma vez que pra isso ele teria que me dar um computador novo (que eu não preciso e ele, infelizmente, teve a tarefa ingrata de me informar), um iPhone 5 (que eu também não preciso, já que o meu 4S não tem nem 1 ano de uso ainda) e um Louboutin (este, eu continuo achando que eu preciso… Que mulher não precisa?). Reparem no E. Não é OU. Queria os três!

Aí, depois de uma dose de drama, algumas (muitas?) lágrimas questionando a vida e a existência, me achando a pessoa mais obesa do universo e com a pálpebra inferior mais roxa, inchada e flácida que uma mulher pode ter, me lembrei que o problema é só que sou mulher e que não acordei em um bom dia. Ah! Entre todos os sentimentos e pensamentos também passou pela minha cabeça que eu estava ficando louca, é claro. Mas quando lembrei que sou mulher, isso deixou de ser uma questão… Eu sou louca. E a cura para a loucura de hoje era fazer alguma coisa muito divertida, que eu já havia planejado sob um nome muito pomposo de “Dior – Outono-Inverno 2013-14: Da Passarela Para as Ruas”.

O assunto que vem a seguir continua sendo este, mas não achei que seria honesto dizer que este post foi escrito única e exclusivamente para falar do desfile da Dior. Não. Ele é para dar um pouco de glamour neste meu dia de mulher.

Então vamos lá.

Desde terça-feira passada está acontecendo a semana de moda de Paris Outono-Inverno 2013-14 e, na sexta-feira, foi o desfile da Dior.

Gosto de acompanhar os desfiles das grandes grifes (Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton…), que graças à internet são transmitidos ao vivo, sempre que posso, pois adoro o espetáculo.

Desde que fui a um desfile na São Paulo Fashion Week a convite da minha prima Nathália, fiquei encantada com o “show”. O que antes me parecia banal, sem sentido, tornou-se uma emoção. A música, a expectativa, a curiosidade para entender o tema, a lógica por trás do desfile, a arte… Sim, pra mim é uma arte. E sendo uma expressão artística, espero que em um desfile a maioria das roupas apresentadas seja conceitual, pra passarela, ou no máximo pra artistas em tapete vermelho ou situações especiais.

E foi por isso que este último desfile da Dior me chamou atenção. A Dior impressionar não é novidade, mas desta vez me impressionou pela “normalidade” das roupas. Normalidade no melhor sentido da palavra, porque eu sinceramente usaria quase todas as roupas apresentadas. Ah! Se eu pudesse…

Então chega de firulas e vamos ao que realmente interessa: o desfile e as roupas maravilhosas.

Segundo a própria marca, a coleção apresentada é como um álbum visual de momentos significativos para Raf Simons (diretor criativo) e a casa Dior. Raf Simons e Christian Dior começaram suas carreiras na Arte e foi esta a paixão mostrada na coleção, através de uma colaboração exclusiva com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.

Dior_1O vestido da esquerda é um tomara-que-caia de seda. As estampas são obras de Warhol: um sapato bordado (“High Heel”, de 1956) e a impressão do “Female Head with Stamps”, de 1959.

À direita, outro vestido de seda com impressões de obras de Andy Warhol: “Stamped Shoe with Butterflies”, de 1961, e “High Heel” e “Shoe”, de 1955.

Ambos vestidos têm modelagem simples, extremamente usáveis no dia-a-dia, e aposto que muito confortáveis para o clima brasileiro. Afinal, tecidos naturais, como a seda, sempre “respiram” melhor.

Não diria que são roupas de outono-inverno, mas diria que adorei!

E quando o inverno chegar…

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Primeiro, o terninho de lã mais lindo e leve do universo! Tudo bem, pode ser exagero meu, mas vendo o movimento dele na passarela fica difícil acreditar que é lã… É chique, é sóbrio, é possível. É o glamour nas ruas.

E os sobretudos… Foram apresentados pelo menos cinco, e se tem uma peça do guarda-roupa de inverno que eu tenho uma paixão especial, essa é o sobretudo! Tenho alguns e não me canso de desejar e comprar, mesmo morando no Brasil. E juro que não me importaria em ter este da Dior. Porque pensando bem, me falta mesmo um cinza! 😉

E este vermelho, então? O look está incrível! É o menos usável dos três, mas é maravilhoso. De lã, vermelho, foi diretamente inspirado na criação original de Mr. Dior, de 1948, chamado “Arizona”.

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Continuando as releituras dos clássicos da Dior tem este tomara-que-caia de couro chamado por Mr. Dior de “Opéra Bouffe”, em 1949. De frente simples com a saia característica da Maison, deixando todo o detalhe para as costas (que não dá pra ver muito bem na foto, mas dá pra ter uma idéia).

Vamos aproveitar a foto de perfil para falar do sapato, que foi do mesmo modelo para todos os looks, variando apenas as cores. Algumas pessoas podem gostar. Pra mim, nada ganha de um scarpin tradicional.

Outro vestido característico Dior e mais uma releitura. Chamado por Mr. Dior de “Miss Dior” em 1949, o vestido da direita é de couro bordado e, mais uma vez, lindo! Não usaria pra ir ao cinema em uma tarde de domingo, mas pra uma festa especial…

Mais alguns looks pra gente babar…

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E por último, alguns sapatos em mais detalhes e dois modelos de bolsa-desejo. Pode querer as duas?

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Foi, sem dúvida, um dos melhores desfiles que já vi. Afinal, que mulher não gosta de sonhar com roupas maravilhosas? De se imaginar vestindo as peças mais desejadas? Eu, pelo menos, sou assim. E sonho alto! Porque se é pra sonhar, não pode ser com pouco, não é?

E para quem está se perguntando: sim, estou me sentindo melhor. Obrigada! 🙂

Beijos

Camila

Oscar 2013: Tapete Vermelho

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Poucas coisas são mais divertidas do que passar horas em frente à televisão assistindo dezenas de “amigas”, ilustres desconhecidas, desfilando pelo tapete vermelho do Oscar. Muitas pessoas provavelmente discordam da minha opinião, mas destas muitas, grande parte dá aquela espiadinha e faz algum comentário sobre sua estrela favorita.

A verdade é que acompanhar a timeline do Twiter ou o feed do Facebook torna-se tarefa hercúlea até mesmo pra mim e que fico exausta de tanto que leio sobre o assunto em blogs diversos. Mas, ao mesmo tempo, não poderia (não quero?) ficar de fora da festa.

As duas grandes tendências da noite foram o branco-nude-rosinha ou cinza-chumbo-prateado-metalizado. A carência de cores foi evidente, me deixando saudosa até do bom e tradicional vermelho. Mas pra mim, sinceramente, o que importa mesmo é a festa, a reunião dos artistas todos glamourosos (muitos só aparecem assim neste momento) celebrando a arte, ainda que Hollywoodiana (não estou aqui pra fazer uma crítica sobre cinema e Hollywood, não é mesmo?).

Assim, apesar de um dia de atraso, seguem meus looks preferidos, algumas menções honrosas e minhas observações.

Clique na imagem se quiser vê-la maior e em mais detalhes!

Os Preferidos

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Jessica Chastain, atriz que conhecemos através de Histórias Cruzadas (The Help), estava concorrendo ao Oscar de Mehor Atriz pelo filme A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty). Optou por um vestido nude Armani com aplicações, fazendo o estilo “Happy Birthday, Mr. President” (que segundo a própria, foi o que chamou sua atenção no vestido) encontra Jessica Rabit. Impecável define.

Charlize Theron não concorria a nenhuma estatueta, mas foi apresentadora e arrasou neste Dior Couture branco “básico” (porque nunca, jamais, podemos dizer Dior e básico numa mesma frase…) com os cabelos curtos devido a um papel. Acessórios mínimos, maquiagem idem. Lindíssima. Glamourosa.

 

 

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Naomi Watts, bela como sempre, sem medo de assumir a idade e as rugas que chegam pra todas nós e podem nos deixar cada vez mais belas, se assim quisermos enxergar. Concorria ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Impossível (The Impossible) e foi de Armani, todo de paetê. Com todo risco que este tipo de vestido representa, a classe de Naomi fez o look.

Stacy Keibler, Mrs. George Clooney, que não concorria a nada além de sortuda do ano, derrubou grande parte das mais aguardadas neste Naeem Khan lindíssimo. Com modelagem simples, as aplicações fizeram toda a diferença. Foi, sem menor dúvida, um dos vestidos mais comentados da noite.

Sandra Bullock também não concorria a nenhum prêmio, mas ganhou toda a atenção ao escolher este Elie Saab com aplicações e leve transparência, um dos vestidos mais desejados da temporada. Vi muita gente pedindo um cabelo preso, mas com um vestido como este, toda atenção está nele e, no restante da composição do look, pra mim, quanto menos melhor.

Menções Honrosas

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Anne Hathaway era uma das mais aguardadas da noite. Além do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante quase certo (que foi confirmado) por sua atuação em Os Miseráveis (Les Misérables), todos esperavam ansiosos para ver que Valentino glamouroso ela usaria. E eis que Anne surge de Prada rosa bebê com modelagem enxuta e costura duvidosa nos seios. Expectativas ajustadas, é inegável a elegância e o caimento perfeito com o detalhe todo especial do colar Tiffany colocado para trás e que brilhava como ela.

Jennifer Lawrence, mais uma das grandes estrelas do evento, concorrendo (com quase certeza de que ganharia) ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Lado Bom da Vida (Silver Line Playbook), era aguardada com seu Dior, uma vez que é o rosto da marca e exclusiva. Escolheu um Dior Haute Couture rosinha-quase-branco-quase-noiva, que lhe deu um baita trabalho pra se movimentar e ainda rendeu um tropeço nas escadas para receber o prêmio. Estava bonita, mas…

Halle Berry contou que pediu à Donatella um vestido de Bond-Girl. E surgiu reluzente neste Versace com aplicações e transparência leve que virou hit assim que ela pisou no tapete vermelho. Favoreceu e esculpiu ainda mais seu corpo, destacando mais uma vez que é possível ser linda e elegante em qualquer idade (lembrando que Halle tem 46 anos). UAU!

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Helen Hunt, concorrendo ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme As Sessões (The Sessions), causou furor ao percorrer o tapete vermelho de H&M. Tudo bem que, como ela mesma fez questão de dizer, complementou com $700.000 em jóias; mas isso todas fazem. O que importa é que arrasou de fast fashion e não ficou devendo pra ninguém. Muito pelo contrário. Estava diva, linda e colorida! Coisa rara na noite…

Uma boa surpresa foi Jennifer Aniston, que finalmente saiu do preto e mostrou que fica linda de vermelho. Está certo que o Valentino escolhido não tem nada de novo nem de especial (se é que posso dizer que um Valentino não é especial, uma vez que é um Valentino!), mas coloriu a noite e Jennifer!

Kerry Washington foi mais uma famosa que não concorria a nenhuma estatueta individual, mas foi prestigiar seu filme Django Livre (Django Unchained), de Quentin Tarantino, que concorria a 5 estatuetas e ganhou 2 (Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante). Brilhou e coloriu o tapete vermelho neste Miu Miu de modelagem simples, elegante e com bordados na região do busto.

Estes são meus escolhidos! Alguém mais acompanhou o Oscar além de mim? O que acharam? Nada disso importa se a gente não puder discutir, fofocar e sonhar com as amigas, não é?

Então vamos lá!

Camila

SERÁ QUE TEM GLAMOUR NA MORTE?!

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Mulher loura ( EM DESENHO )

Certas coisas não acontecem com a gente. Só acontece com a tia da prima da amiga da vizinha.

Mas quem em sã consciência é capaz de admitir e contar o que acontece no mais íntimo do seu lado B?

Bom, aí vou eu:

Comecei a sentir palpitações de vez em quando e uma certa sensação de ansiedade uma angústia como se algo ruim fosse acontecer. Só que tive palpitações por 3 dias seguidos, insônia, agitação e medo. Medo de ter um treco, de morrer.

E foi assim que fui parar no P.S. do HCor. Deitada na maca, sentindo as pontas dos dedos da mão esquerda formigar. Um enfermeiro usando um óculos esquisito me pede pra levantar a blusa pra fazer o eletrocardiograma.

Me dou conta de que na correria não vesti o sutiã.

Levantei a blusa, olhei pro canto da sala e sentado  na cadeira, meu namorado olhando a cena com censura (“Cadê seu sutiã?”).

Pior que isso: meu seio esquerdo nu, o mamilo apontando o teto… e quantos eletrodos!

Fim do exame, hora da verdade.

– O que tenho Doutor?

– Na verdade, no coração, NADA!

– Mas e os sintomas? Meu quase enfarte onde foi parar?

– Ansiedade, você está muito agitada. precisa descansar, fazer exercícios, procurar um psiquiatra…

– Oi?!

– Síndrome do Pânico, prazer.

Assim vou saindo meio sem jeito em direção ao elevador. reencontro o enfermeiro de óculos esquisitos empurrando uma cadeira de rodas. Pro meu desespero ele acena, sorri e me deseja melhoras.

Na porta do hospital meu namorado diz: – Viu, você não tem nada, tá ótima. Só veio pagar peitinho pro enfermeiro. Mas só uma dúvida, por que não colocou sutiã?

É que na correria, no auge do mal estar, o sutiã incomodava por causa das palpitações.

Porque na morte não há pudor e nem glamour.

Tati Felix

 

Moda: para quê? – O início…

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A moda é um assunto tão controverso…

Apesar de sempre ter gostado de tudo que envolve o mundo fashion, passei um bom tempo (tempo demais!) da minha vida afastada, sem pensar ou me preocupar com isso. Nunca deixei minhas “comprinhas” (aspas bem grandes, pois o número de sacolas que entravam na minha casa não coincide com o diminutivo) de lado, mas acompanhar o movimento, os desfiles, me preocupar com um estilo, compor looks interessantes, nada disso fazia parte do meu cotidiano. Me preocupar com maquiagem? Quem tem tempo pra isso? Cuidar da pele e do cabelo? Pra quê? (é claro que neste caso fui abençoada com uma pele e um cabelo que, antes dos 30, exigiam manutenção zero. E apesar de meu descaso, eles continuam colaborando comigo… Tks God!)

Não acho que passei vergonha nem que envergonhei quem convivia comigo, mas certamente entediei qualquer pessoa minimamente antenada que prestasse atenção em mim.

Grande parte disso aconteceu porque eu passei muito tempo me levando a sério demais. Exatamente. Mergulhei no “mundo intelectual” e tirei o pior proveito possível, passando a considerar o universo da moda fútil. Não que ele não tenha a sua futilidade, mas quem disse que é possível viver uma vida sem futilidades? Ou ainda, qual é a graça de uma vida assim?

Eis que chegou o momento em que a Universidade e o dito “mundo intelectual” me decepcionou e me cansou a tal ponto que, sem perceber, me peguei muito mais animada pensando sobre meu guarda-roupa do que sobre a pesquisa de campo do Mestrado que não acabava nunca. As conversas sobre produtos diversos (maquiagem, pele, cabelo) com as amigas me deixavam muito mais viva do que as discussões de caso e, apesar de adorar minha coleção das obras completas de Freud e Lacan, poder assinar e ler a Allure e a Vogue americana no iPad foi meu verdadeiro prazer “literário” nos últimos tempos. Poderia até dizer que foi um “guilty pleasure”, mas não estou aqui pra mentir e devo dizer que não senti a menor culpa. Adorei cada artigo!

Pois então, levando a Psicanálise um pouco mais a sério (apesar de saber que é muito provável que alguns – muitos? – colegas psicanalistas me olharão com desconfiança) e a mim um pouco menos, descobri que o que me dá prazer na vida é sim a Psicologia, a Psicanálise, a Universidade, e também a Moda, a Maquiagem, os Cuidados com a Pele e o Cabelo e tantas outras coisas que este mundo tem a nos oferecer. Esta sou eu e não posso (não quero mais) brigar com o meu desejo.

Ir a Nova York e não visitar o MET (The Metropolitan Museum of Art), o MoMA (The Museum of Modern Art), a Broadway, o Blue Note? Um pecado. Ir para Nova York e não visitar a Bloomingdales, Forever 21, H&M, Sephora, CVS, Duane Reade… Um sacrilégio!

A moda pode sim ser utilizada de modo fútil, ser cruel, desigual. Mas também pode ser transformadora. Uma transformação que acontece de fora pra dentro e talvez por isso se confunda com algo superficial, que não precisa ser. Pra mim não é.

Vamos fazer dessa “indústria” (arte?) nossa aliada, encontrar nosso estilo e utilizá-lo como uma ferramenta de empowerment.

E não esquecer: poucas coisas são melhores (se é que há alguma) que uma blusinha linda para curar aquela deprê fora de hora.

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Beijos

Camila