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It’s okay not to be okay. Isn’t it?

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its-okay-not-to-be-okayPensando em como e com qual assunto voltar a escrever depois dessa “pequena” pausa, me senti tomada por uma velha amiga, de quem já tentei me livrar, mas não me abandona, e que muitas vezes vem me fazer companhia e me impede de tomar alguns passos e decisões: a culpa.

Culpa de ter ficado tanto tempo sem escrever, culpa de ficar pensando isso ao invés de escrever, culpa de ter deixado a culpa reaparecer… Enfim, culpa que não acaba mais e que todos conhecemos, reconhecendo ou não, em maior ou menor grau.

E toda essa “confusão mental” gerou um pensamento: mas será que eu não tenho o direito de ficar mal? Será que não podemos simplesmente ter preguiça de existir? Não no sentido depressivo-suicida-patológico, é claro; pois esse eu conheço bem e posso tratar ou indicar um amigo ou amiga que o faça.

Digo no sentido domingo-a-noite-final-de-feriado estendido pra todos os dias da semana, por mais de um mês, assistindo seis temporadas de um seriado em uma semana (culpada!), comendo o que tiver vontade ou ficando sem comer, fazendo só o essencial para existir e não ser demitida do emprego ou perder oportunidades imperdíveis (afinal, a vida vale a pena e é apenas uma fase)… Será que eu sou a única que sente isso? Acho e espero que não…

E eis que no meio dessa avalanche de sentimentos e pensamentos confusos, em um dos momentos preguiça-de-existir, assistindo televisão, me deparo com uma música que não é nova (tem pelo menos um ano), mas que eu não conhecia, de uma cantora-compositora de quem eu só conhecia uma música (por sinal muito diferente dessa), chamada Jessie J.

Para ser justa, vou dar os créditos merecidos. O programa em que eu ouvi a música pela primeira vez foi o American Idol, em uma performance da candidata Angie Miller, que ficou em terceiro lugar na competição. Sim, confesso mais este “guilty pleasure”… Assisto e adoro American Idol.

Pecado confessado, volto à música. Foi como se alguém estivesse dentro da minha cabeça e colocasse em palavras de forma organizada o que eu não conseguia. Impressionante. E como ela diz melhor que eu, sem mais delongas, coloco a letra, com a tradução ao lado:

Who you areÉ isso! Tudo bem não estar bem; não há nada errado com isso.

Todo mundo passa por momentos em que a vida prega peças, em que parece que o que não está certo é mais importante do que tudo que é bom, em que o que não funciona paralisa. Em que a vida não encaixa. São momentos que nos fazem descobrir ou redescobrir quem somos.

E o que fazer durante este processo? Acho que é isso que importa: o que fazemos com isso.

Há o tempo de curtir a deprê, afinal, ela é necessária e tem seu glamour! Maysa, oi?

Mas nada nos impede de fazer isso belíssimas, de batom vermelho e salto alto, ou curtir qualquer coisa que nos faça tão bem quanto, como o marido ou namorado, um bom filme, um bom livro, boa música, papo com os amigos, um jantar especial… Ou tudo ao mesmo tempo!

Eu decidi que não tem problema eu não estar bem, mas decidi também que isso não é motivo pra não estar bonita. Estranho? Talvez. Pra mim é novidade…

E essa pra mim tem sido a luz no fim do túnel, seja no vestir, na maquiagem, ou no blog, que finalmente consegui quebrar o ciclo de culpa e paralisia e voltei a investir, sorrindo! (thanks, Jessie J)

Para concluir minha obsessão com a música, segue abaixo o vídeo das duas versões: o clipe com a Jessie J e a versão da Angie Miller.

Belíssima. De arrepiar. Viciante.

Talvez seja meu momento. Ou talvez a música seja tudo isso mesmo… Whatever! 😉

Beijos

Camila

TPM, PÁSCOA E O LADO BOM DA VIDA

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Oscar J. Lawrence

Ah, sim… Chegamos em um período ótimo para crises existenciais: a Páscoa. Almoço de família que se preze tem que ter parente mala, de língua bem afiada.

Como diz um grande amigo: aquele parente que te transforma em alvo ou platéia.

De quebra, TPM borbulhando em último grau. Dessas que te faz odiar sua calça preferida, seus cabelos e o espelho… Potencializando meu (mal) humor, minhas olheiras e minha barriga… Argh!

Então resolvi que teria uma convivência segura, algumas horinhas de almoço e algum aborrecimento sem maiores consequencias. Muito parecido com o consumo do álcool X ressaca, depois dos 30 melhor não passar dos dois drinks seja lá do que for, se quiser evitar vexame e ressaca.

O lado bom é que você pode comer tanto chocolate quanto aguentar que é socialmente aceitável. E quase todo mundo desistiu de ter um abdome negativo, parecido com aquele cachorro, o galgo.

Assim, esquecemos a ressurreição de Cristo, a dieta e nos entorpecemos nesse doce momento hiper calórico.

Então aproveitei a cidade um pouco menos tumultuada pra ir ao cinema assistir O Lado Bom da Vida, com os lindos Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) que é a cara do Henry Castelli e Tiffany (Jennifer Lawrence).

Antes mesmo de assistir ao filme, já era fã da Jennifer Lawrence que ganhou o Oscar e bem na hora H caiu com seu modelito da Dior, phynna.

ladobomdavidafilme

O filme trata de uma forma dramática mas ao mesmo tempo irônica do transtorno bipolar que Pat Solitano possui. Suas crises ficaram exacerbadas quando Pat vê sua esposa o traindo em sua própria casa.

Já Tiffany sofre de compulsão sexual desencadeada com a morte de seu marido. A vida deles se cruza em um jantar na casa de amigos em comum e  eles encontram na dança uma válvula de escape  para lidar com seus traumas e transtornos.

Sabe o que é mais interessante desse enredo? É a gente parar pra pensar que ninguém está ileso de passar por algo parecido. Lembrei de um professor que tive que teve um surto psicótico quando a noiva o pressionou pra casar. Jovem, bonito, saudável… e humano.

Aí a gente diz: – Isso não vai acontecer comigo!

E por quê não?

Você pode ter fé, ser casado/solteiro, rica/pobre, bem jovem ou idoso, adorar pizza, fazer compras, estudar, trabalhar e num belo dia… Sua mente  resolve te pregar uma peça.

Somos todos suscetíveis, estamos vivos e na chuva. Não importa.

O que importa é como vamos lidar com as coisas que ocorrem. Se vamos entregar os pontos ou lutar.

Eu prefiro lutar, e se é pra ir pra guerra, então… Base, batom e ação!

Besos

Tati Felix