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TPM, PÁSCOA E O LADO BOM DA VIDA

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Oscar J. Lawrence

Ah, sim… Chegamos em um período ótimo para crises existenciais: a Páscoa. Almoço de família que se preze tem que ter parente mala, de língua bem afiada.

Como diz um grande amigo: aquele parente que te transforma em alvo ou platéia.

De quebra, TPM borbulhando em último grau. Dessas que te faz odiar sua calça preferida, seus cabelos e o espelho… Potencializando meu (mal) humor, minhas olheiras e minha barriga… Argh!

Então resolvi que teria uma convivência segura, algumas horinhas de almoço e algum aborrecimento sem maiores consequencias. Muito parecido com o consumo do álcool X ressaca, depois dos 30 melhor não passar dos dois drinks seja lá do que for, se quiser evitar vexame e ressaca.

O lado bom é que você pode comer tanto chocolate quanto aguentar que é socialmente aceitável. E quase todo mundo desistiu de ter um abdome negativo, parecido com aquele cachorro, o galgo.

Assim, esquecemos a ressurreição de Cristo, a dieta e nos entorpecemos nesse doce momento hiper calórico.

Então aproveitei a cidade um pouco menos tumultuada pra ir ao cinema assistir O Lado Bom da Vida, com os lindos Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) que é a cara do Henry Castelli e Tiffany (Jennifer Lawrence).

Antes mesmo de assistir ao filme, já era fã da Jennifer Lawrence que ganhou o Oscar e bem na hora H caiu com seu modelito da Dior, phynna.

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O filme trata de uma forma dramática mas ao mesmo tempo irônica do transtorno bipolar que Pat Solitano possui. Suas crises ficaram exacerbadas quando Pat vê sua esposa o traindo em sua própria casa.

Já Tiffany sofre de compulsão sexual desencadeada com a morte de seu marido. A vida deles se cruza em um jantar na casa de amigos em comum e  eles encontram na dança uma válvula de escape  para lidar com seus traumas e transtornos.

Sabe o que é mais interessante desse enredo? É a gente parar pra pensar que ninguém está ileso de passar por algo parecido. Lembrei de um professor que tive que teve um surto psicótico quando a noiva o pressionou pra casar. Jovem, bonito, saudável… e humano.

Aí a gente diz: – Isso não vai acontecer comigo!

E por quê não?

Você pode ter fé, ser casado/solteiro, rica/pobre, bem jovem ou idoso, adorar pizza, fazer compras, estudar, trabalhar e num belo dia… Sua mente  resolve te pregar uma peça.

Somos todos suscetíveis, estamos vivos e na chuva. Não importa.

O que importa é como vamos lidar com as coisas que ocorrem. Se vamos entregar os pontos ou lutar.

Eu prefiro lutar, e se é pra ir pra guerra, então… Base, batom e ação!

Besos

Tati Felix