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SOBRE FINAIS, COMEÇOS E DECISÕES

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Sopro

Eis que a vida da gente é mesmo muito maluca. E esse ano cada vez mais surpreendente. Entre cafezinhos, bebidinhas e conversas que jogo deliciosamente por aí, com velhas e novas amigas esse ano de 2013 não tá fácil pra ninguém!

Quem tinha que se separar, se separou – sim, estou nesse time. Passar por todas as fases do “luto”, da depressão à raiva. Todos esses sentimentos fazem parte e devem ser vividos até a última gota.

Resolvi fazer uma especialização de maquiagem em Barcelona, eu precisava sair, como se fosse nascer de novo, respirar novos ares, recuperar o fôlego, andar sem rumo, ver toda arquitetura incrível de Gaudí, me renovar.

E lá tive dias muito felizes! Fiz amigas (oi, Manoela, Monse, Pao, Lorena, Kat, Paqui…) brasileiras, mexicanas, espanholas, equatorianas… enfim. Juntas exploramos a cidade, almoçamos, jantamos, bebericamos, e estudamos!

Me senti eu mesma, de verdade, redescobri muitas coisas sozinha, ouvi estórias de amigas, rimos e choramos juntas. E Barcelona… Ainda vou criar coragem e começar a escrever sobre isso aqui no blog.

Pensei sobre os ciclos da vida. As coisas que terminam. E outras que começam.

Nós somos nossas decisões o tempo todo. Então o que importa é decidir! Não se trata de ter o controle de tudo, porque na verdade não temos controle de muita coisa… Trata-se de decidir e ser responsável pela sua vida, pelo rumo que ela toma. Já parou pra pensar que rumo sua vida anda tomando? Você gosta/mudaria alguma coisa? Então faça diferente pra ver o que acontece…

Só porque você decidiu! Adoro essa palavra DECIDIR!

A Camila é a grande responsável por isso. Outro dia, eu estava reclamando dos quilinhos que ganhei por querer comer como se não houvesse amanhã. Aí a Camila me olhou, na maior tranquilidade e disse:

-Tati, quando VOCÊ DECIDIR emagrecer, essa é uma das poucas coisas da vida que estão no seu controle.

Ela foi embora e nem sabe o quanto me fez bem essas palavras: quando VOCÊ DECIDIR!!!

Sim, da minha vida decido eu, desde o que vou comer, com quem vou me relacionar, com quem quero trabalhar… e por aí vai.

Tudo que era angustiante passou a ser libertador! Porque no lugar de ‘vítima’ somos autores de nossa própria estória.

Precisamos encerrar ciclos para começar outros. Assim amadurecemos, com dores, alegrias e amores.

Somos feitos de nossas experiencias, daquilo que comemos, dos lugares que visitamos, das pessoas que conhecemos ha muito ou pouco tempo, dos livros que lemos, dos aromas que sentimos, das cores que pintamos nossa vida.

E por isso DECIDI voltar a escrever… Porque também sou feita do que escrevo.

Eis um novo começo…

Besos

Tati Felix

It’s okay not to be okay. Isn’t it?

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its-okay-not-to-be-okayPensando em como e com qual assunto voltar a escrever depois dessa “pequena” pausa, me senti tomada por uma velha amiga, de quem já tentei me livrar, mas não me abandona, e que muitas vezes vem me fazer companhia e me impede de tomar alguns passos e decisões: a culpa.

Culpa de ter ficado tanto tempo sem escrever, culpa de ficar pensando isso ao invés de escrever, culpa de ter deixado a culpa reaparecer… Enfim, culpa que não acaba mais e que todos conhecemos, reconhecendo ou não, em maior ou menor grau.

E toda essa “confusão mental” gerou um pensamento: mas será que eu não tenho o direito de ficar mal? Será que não podemos simplesmente ter preguiça de existir? Não no sentido depressivo-suicida-patológico, é claro; pois esse eu conheço bem e posso tratar ou indicar um amigo ou amiga que o faça.

Digo no sentido domingo-a-noite-final-de-feriado estendido pra todos os dias da semana, por mais de um mês, assistindo seis temporadas de um seriado em uma semana (culpada!), comendo o que tiver vontade ou ficando sem comer, fazendo só o essencial para existir e não ser demitida do emprego ou perder oportunidades imperdíveis (afinal, a vida vale a pena e é apenas uma fase)… Será que eu sou a única que sente isso? Acho e espero que não…

E eis que no meio dessa avalanche de sentimentos e pensamentos confusos, em um dos momentos preguiça-de-existir, assistindo televisão, me deparo com uma música que não é nova (tem pelo menos um ano), mas que eu não conhecia, de uma cantora-compositora de quem eu só conhecia uma música (por sinal muito diferente dessa), chamada Jessie J.

Para ser justa, vou dar os créditos merecidos. O programa em que eu ouvi a música pela primeira vez foi o American Idol, em uma performance da candidata Angie Miller, que ficou em terceiro lugar na competição. Sim, confesso mais este “guilty pleasure”… Assisto e adoro American Idol.

Pecado confessado, volto à música. Foi como se alguém estivesse dentro da minha cabeça e colocasse em palavras de forma organizada o que eu não conseguia. Impressionante. E como ela diz melhor que eu, sem mais delongas, coloco a letra, com a tradução ao lado:

Who you areÉ isso! Tudo bem não estar bem; não há nada errado com isso.

Todo mundo passa por momentos em que a vida prega peças, em que parece que o que não está certo é mais importante do que tudo que é bom, em que o que não funciona paralisa. Em que a vida não encaixa. São momentos que nos fazem descobrir ou redescobrir quem somos.

E o que fazer durante este processo? Acho que é isso que importa: o que fazemos com isso.

Há o tempo de curtir a deprê, afinal, ela é necessária e tem seu glamour! Maysa, oi?

Mas nada nos impede de fazer isso belíssimas, de batom vermelho e salto alto, ou curtir qualquer coisa que nos faça tão bem quanto, como o marido ou namorado, um bom filme, um bom livro, boa música, papo com os amigos, um jantar especial… Ou tudo ao mesmo tempo!

Eu decidi que não tem problema eu não estar bem, mas decidi também que isso não é motivo pra não estar bonita. Estranho? Talvez. Pra mim é novidade…

E essa pra mim tem sido a luz no fim do túnel, seja no vestir, na maquiagem, ou no blog, que finalmente consegui quebrar o ciclo de culpa e paralisia e voltei a investir, sorrindo! (thanks, Jessie J)

Para concluir minha obsessão com a música, segue abaixo o vídeo das duas versões: o clipe com a Jessie J e a versão da Angie Miller.

Belíssima. De arrepiar. Viciante.

Talvez seja meu momento. Ou talvez a música seja tudo isso mesmo… Whatever! 😉

Beijos

Camila

Brigadeiros, Coxinhas e Louboutin

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ChristianLouboutin1Conversando outro dia com a Tati sobre os sabores e dissabores da vida, começamos a pensar e rir sobre as coisas que nos fazem sentir bem quando estamos naqueles dias de mau-humor, por qualquer que seja o motivo, razoável ou não. Brigadeiro, bomba de chocolate, torta de morango, bolo, pizza, coxinha e x-bacon-salada foram as primeiras opções que vieram em nossa cabeça… Afinal, estávamos tomando café em uma padaria.

E das bombas calóricas para maquiagem e roupa foi um pulo. Afinal, não seríamos nós se este assunto não surgisse de alguma maneira. E rápido! Assim, entre quilos a mais, sonhos sem fim e dinheiro de menos surgiu a idéia de escrever este post sobre uma paixão feminina: o sapato.

Comprar um sapato novo é uma delícia. E para aquele dia que não começou bem, nada melhor do que uma bela maquiagem, uma roupa caprichada e um sapato lindíssimo (o salto alto, nestas horas, sempre ajuda) para levantar o astral e tornar o dia mais belo, ou pelo menos mais suportável…

Mas e os Sapatos? Sim , S maiúsculo. Aqueles que começaram a fazer sucesso e virar objeto de desejo entre nós, mortais, a partir das glamourosas protagonistas de Sex and the City?

Carrie Bradshaw e suas amigas divulgaram para o mundo a genialidade de Manolo Blahnik, Jimmy Choo e Christian Louboutin. Carrie tinha (tem?) uma coleção gigante com diversos exemplares de todos, mas nunca escondeu sua predileção por Manolo Blahnik; foi pedida em casamento com um par dele (no filme), inclusive. Quem precisa de aliança ou anel de noivado quando se tem um Manolo cravejado com diamantes? A Carrie não.

Eu discordo da Carrie. Prefiro um Louboutin! A magia da sola vermelha é inigualável. Reconhecível de longe, já foi até alvo de disputa judicial com a Yves Saint Laurent.

Christian Louboutin é francês e lançou sua linha de sapatos na França, em 1991. Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Aos 15 anos, começou a criar sapatos para dançarinas. Na década de 1980, criou modelos para Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, mas desistiu da carreira e decidiu se tornar paisagista e colaborador da Vogue. Ele sentiu falta de desenhar sapatos e, anos mais tarde, se associou a amigos e abriu a primeira loja.ChristianLouboutin2

O objetivo declarado do designer é o de “fazer a mulher mostrar-se sexy, bonita, para fazer suas pernas parecerem tão longas quanto [ele] puder.” E ele consegue! Com uma legião de fãs que vão de Lady Gaga a Princesa de Mônaco, passando por Jennifer Lopez, Gwyneth Paltrow, Sarah Jessica Parker, Catherine Deneuve, Diane von Fürstenberg, ou qualquer outra celebridade que a gente quiser colocar aqui.

Para quem não conhece e tiver curiosidade de ver (com os olhos ou com as mãos) do que se trata e o motivo de tanta comoção, pode encontrar essa obra de arte no Brasil. Temos lojas aqui desde 2009 e em São Paulo elas estão no Shopping Iguatemi e no Shopping JK Iguatemi. Fora de São Paulo, tem no Shopping Iguatemi de Brasília.

Mais duas curiosidades para terminar minha apologia ao Louboutin.

A primeira é sobre uma coleção especial da Barbie lançada em uma parceria do designer com a Mattel em 2010:

ChristianLouboutinBarbiePois é… Nossa querida Barbie também se rendeu aos encantos da sola vermelha.

A outra curiosidade? Nosso amigo Christian Louboutin uniu-se à Disney e deu vida ao sapato mais famoso do imaginário feminino: o da Cinderella.LouboutinCinderella

Não vou entrar no mérito se gostei ou não do sapato criado… Mas achei a Cinderela chiquérrima!

Isso sim é trabalho de fada madrinha: puro glamour!

Mas quanto custa um sapato desse? É a pergunta que nos fazemos. Caro.

São obras de arte. Criados por um artista. Feitos um por um, costurados a mão, com o melhor material que existe. Não tem como ser barato.

Vale a pena?

Isso cada uma tem que decidir de acordo com suas possibilidades e seu desejo.

Mas uma coisa é certa: o primeiro Louboutin a gente nunca esquece…

Beijos

Camila

Moda: para quê?

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Mais um domingo chegou. É claro! Ele vem toda semana… O problema é que pra mim este tem sido um dia de reflexão, cada vez mais. Não sei muito bem porquê (sei um pouco…), e nem se isto é necessariamente um problema, mas o fato é que é isso que vem acontecendo nos últimos tempos. E começa logo cedo! Nem precisa da música do Fantástico!

Desta vez a “depressão” foi menos dramática (e louca… e megalomaníaca… rs) e mais reflexiva; teve totalmente a ver com o blog e o que me move no mundo da moda. Pensamentos e questionamentos de uma psicóloga-psicanalista-consultora de imagem. Então resolvi falar (escrever) um pouco sobre isso.

Chanel-quote2Como eu já disse aqui no blog, pra mim, a moda não é fútil. Ela pode ser confundida com futilidade, pois tem toda uma indústria por trás dela que é alvo das mais diversas críticas, que eu deixo para os meus colegas de profissão ou da Academia fazerem. Mas gostaria de falar um pouco sobre isso.

Na minha opinião a moda tem um poder transformador: já passei por isso e já vi isso acontecer. Uma transformação que acontece de fora pra dentro. Este poder é tão claro e verdadeiro pra mim que fico triste (ou mesmo brava) de ver tantas pessoas considerando a moda fútil. Mas então o que é fútil? No dicionário? Houaiss diz:

1. que ou o que não tem importância ou mérito; inútil, superficial;

2. que ou o que tem aspecto enganador, não inspira confiança, não tem constância; frívolo, leviano.

Então talvez a indústria da moda seja. Ela não tem constância, muda a cada semestre, o que é lindo hoje é horrível amanhã e vice-versa, sugere gastos exorbitantes e desnecessários, exibe e exige corpos magérrimos.

É uma indústria que nos apresenta grandes artistas, gênios. Produz obras de arte. Mas ainda assim é uma indústria.

Essa é moda que se esvai, como bem apontou Chanel na citação lá em cima…

Mas de qual moda estou falando, então? Daquela de cada um de nós. Do uso que fazemos desta moda que nos é oferecida. De estilo, do que permanece. Ah! Essa Mademoiselle Chanel…

Quando encontramos nosso estilo, colocamos uma roupa bonita, adequada para nosso corpo, cor de pele, cor de cabelo, idade, a nossa imagem muda. E ao mudar nossa imagem nós mudamos a percepção que temos de nós. E aí está o segredo!

Ao conseguirmos nos ver diferente, começamos a conseguir nos sentir diferentes.

stacy-londons-the-truth-about-style-book-and--L-gJKPrlPreciso ser justa e dar os devidos créditos pra quem me ajudou a esclarecer e colocar esse sentimento que eu tinha em palavras. Essa pessoa é Stacy London, que ficou conhecida no programa Esquadrão da Moda (What Not to Wear), que passa no canal TLC (antigo Discovery Home & Health no Brasil). Pois é… Eu adoro esse programa! O americano. Confesso que nunca assisti o brasileiro. Ela escreveu um livro que eu adorei chamado The Truth About Style. Quem tem interesse sobre o tema moda-transformação pessoal vai gostar. Por enquanto não tem tradução para o português.

Crédito dado, volto ao assunto.

O resumo da idéia de Stacy (e minha) é: ver para sentir para pensar para acreditar. Viu só? Mudança! De fora pra dentro.

Ter estilo não precisa ter nada a ver com ser vítima da moda. Essa é uma confusão comum. Ter estilo tem a ver com melhorar quem você é, ser a melhor versão de você mesmo, e não ser igual a qualquer outra pessoa ou todas as outras pessoas.

Acreditar que podemos ser uma “melhor versão possível de nós mesmos” implica em conhecer e aceitar quem somos e lutar para mudar o que é possível. E se for mais “fácil” (ou menos difícil) começar por fora, pelo guarda-roupa, por que não?

Beijos

Camila

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DIOR – Da Passarela Para as Ruas ou Pijama, Lágrimas e Glamour

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Dior

La Maison Dior – Foto do site

Domingo. E não um qualquer. Daqueles de levantar tarde, sem vontade de tirar o pijama, de fazer um café-da-manhã decente e muito menos botar o pé pra fora de casa. O mau-humor impera e o motivo é desconhecido… O que será? Já sabendo que não é TPM o mistério continua e o marido tenta, sem sucesso, animar o ambiente; afinal, ele sempre se esforça pra deixar a esposa feliz. Seu lema: “happy wife, happy life”. Sábio.

Não, esta não é a história de uma amiga. Esta sou eu hoje (ontem pra vocês, pois o post deve ser publicado na segunda-feira).

Mal sabia meu marido que a situação viraria contra ele (até sabia, afinal, ele não é recém-casado…), e fazer a esposa feliz não seria tão fácil uma vez que pra isso ele teria que me dar um computador novo (que eu não preciso e ele, infelizmente, teve a tarefa ingrata de me informar), um iPhone 5 (que eu também não preciso, já que o meu 4S não tem nem 1 ano de uso ainda) e um Louboutin (este, eu continuo achando que eu preciso… Que mulher não precisa?). Reparem no E. Não é OU. Queria os três!

Aí, depois de uma dose de drama, algumas (muitas?) lágrimas questionando a vida e a existência, me achando a pessoa mais obesa do universo e com a pálpebra inferior mais roxa, inchada e flácida que uma mulher pode ter, me lembrei que o problema é só que sou mulher e que não acordei em um bom dia. Ah! Entre todos os sentimentos e pensamentos também passou pela minha cabeça que eu estava ficando louca, é claro. Mas quando lembrei que sou mulher, isso deixou de ser uma questão… Eu sou louca. E a cura para a loucura de hoje era fazer alguma coisa muito divertida, que eu já havia planejado sob um nome muito pomposo de “Dior – Outono-Inverno 2013-14: Da Passarela Para as Ruas”.

O assunto que vem a seguir continua sendo este, mas não achei que seria honesto dizer que este post foi escrito única e exclusivamente para falar do desfile da Dior. Não. Ele é para dar um pouco de glamour neste meu dia de mulher.

Então vamos lá.

Desde terça-feira passada está acontecendo a semana de moda de Paris Outono-Inverno 2013-14 e, na sexta-feira, foi o desfile da Dior.

Gosto de acompanhar os desfiles das grandes grifes (Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton…), que graças à internet são transmitidos ao vivo, sempre que posso, pois adoro o espetáculo.

Desde que fui a um desfile na São Paulo Fashion Week a convite da minha prima Nathália, fiquei encantada com o “show”. O que antes me parecia banal, sem sentido, tornou-se uma emoção. A música, a expectativa, a curiosidade para entender o tema, a lógica por trás do desfile, a arte… Sim, pra mim é uma arte. E sendo uma expressão artística, espero que em um desfile a maioria das roupas apresentadas seja conceitual, pra passarela, ou no máximo pra artistas em tapete vermelho ou situações especiais.

E foi por isso que este último desfile da Dior me chamou atenção. A Dior impressionar não é novidade, mas desta vez me impressionou pela “normalidade” das roupas. Normalidade no melhor sentido da palavra, porque eu sinceramente usaria quase todas as roupas apresentadas. Ah! Se eu pudesse…

Então chega de firulas e vamos ao que realmente interessa: o desfile e as roupas maravilhosas.

Segundo a própria marca, a coleção apresentada é como um álbum visual de momentos significativos para Raf Simons (diretor criativo) e a casa Dior. Raf Simons e Christian Dior começaram suas carreiras na Arte e foi esta a paixão mostrada na coleção, através de uma colaboração exclusiva com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.

Dior_1O vestido da esquerda é um tomara-que-caia de seda. As estampas são obras de Warhol: um sapato bordado (“High Heel”, de 1956) e a impressão do “Female Head with Stamps”, de 1959.

À direita, outro vestido de seda com impressões de obras de Andy Warhol: “Stamped Shoe with Butterflies”, de 1961, e “High Heel” e “Shoe”, de 1955.

Ambos vestidos têm modelagem simples, extremamente usáveis no dia-a-dia, e aposto que muito confortáveis para o clima brasileiro. Afinal, tecidos naturais, como a seda, sempre “respiram” melhor.

Não diria que são roupas de outono-inverno, mas diria que adorei!

E quando o inverno chegar…

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Primeiro, o terninho de lã mais lindo e leve do universo! Tudo bem, pode ser exagero meu, mas vendo o movimento dele na passarela fica difícil acreditar que é lã… É chique, é sóbrio, é possível. É o glamour nas ruas.

E os sobretudos… Foram apresentados pelo menos cinco, e se tem uma peça do guarda-roupa de inverno que eu tenho uma paixão especial, essa é o sobretudo! Tenho alguns e não me canso de desejar e comprar, mesmo morando no Brasil. E juro que não me importaria em ter este da Dior. Porque pensando bem, me falta mesmo um cinza! 😉

E este vermelho, então? O look está incrível! É o menos usável dos três, mas é maravilhoso. De lã, vermelho, foi diretamente inspirado na criação original de Mr. Dior, de 1948, chamado “Arizona”.

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Continuando as releituras dos clássicos da Dior tem este tomara-que-caia de couro chamado por Mr. Dior de “Opéra Bouffe”, em 1949. De frente simples com a saia característica da Maison, deixando todo o detalhe para as costas (que não dá pra ver muito bem na foto, mas dá pra ter uma idéia).

Vamos aproveitar a foto de perfil para falar do sapato, que foi do mesmo modelo para todos os looks, variando apenas as cores. Algumas pessoas podem gostar. Pra mim, nada ganha de um scarpin tradicional.

Outro vestido característico Dior e mais uma releitura. Chamado por Mr. Dior de “Miss Dior” em 1949, o vestido da direita é de couro bordado e, mais uma vez, lindo! Não usaria pra ir ao cinema em uma tarde de domingo, mas pra uma festa especial…

Mais alguns looks pra gente babar…

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E por último, alguns sapatos em mais detalhes e dois modelos de bolsa-desejo. Pode querer as duas?

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Foi, sem dúvida, um dos melhores desfiles que já vi. Afinal, que mulher não gosta de sonhar com roupas maravilhosas? De se imaginar vestindo as peças mais desejadas? Eu, pelo menos, sou assim. E sonho alto! Porque se é pra sonhar, não pode ser com pouco, não é?

E para quem está se perguntando: sim, estou me sentindo melhor. Obrigada! 🙂

Beijos

Camila

Benefit Fake Up: Corretivo – será o milagre?

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Benefit-FakeUp2Batalhando com a Tati na busca de um milagre anti olheiras, minha missão particular tem sido encontrar o corretivo perfeito.

A quantidade de marcas e tipos diferentes que já testei e uso é razoável, nacionais e importados, mas ainda não encontrei meu holy grail, aquele incrível que cubra bem as olheiras, mas sem pesar; que seja fácil de passar, não craquele e nem acumule nas linhas finas… Será pedir demais?

O uso do corretivo pra mim é essencialmente este: esconder as olheiras. Ainda não encontrei o tal creme milagroso para área dos olhos, mas ainda que ele existisse, provavelmente não seria muito eficiente pra mim. Noites mal dormidas sempre acontecem, mas após passar por vários dermatologistas tive que me conformar que a genética é o fator determinante no meu caso. E mesmo com horas exageradas de sono e descanso (acreditem, já fiz o teste) elas permanecem ali, me provocando, desafiando meu “bom humor”.

Eis que em um feliz dia recebo uma newsletter, a qual em principio apaguei rapidamente sem dar muita atenção, mas corri para o lixo do email e recuperei assim que li a palavra concealer. Ufa! Falava sobre um lançamento da Benefit. De novo essa Benefit, provocando nosso consumo, alimentando nossas esperanças…

Benefit-FakeUp1

Trata-se se um corretivo hidratante que controla o acúmulo nas linhas finas chamado Fake Up. Em formato de bastão, promete hidratação (por 6 horas!), efeito de longa duração, leveza e textura de seda.

A parte branca, externa, é o hidratante com vitamina E e extrato de semente de maçã. No meio fica o corretivo, que em três opções de cores disponíveis promete esconder as olheiras, amaciar a pele e difundir a luz para auxiliar no disfarce das linhas finas.

Será?

Nas reviews gringas está fazendo sucesso, atingindo pessoas de idades diversas, com pele jovem ou madura. Comprado nos EUA custa U$24.00 e para nós, sem viagem marcada, ainda não há nenhuma previsão de chegada ao Brasil.

Eu estou louca pra testar, com esperança renovada e acreditando que chegou minha vez. Quando tiver o prazer de conhece-lo pessoalmente, compartilho com vocês.

Camila

Oscar 2013: Tapete Vermelho

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Poucas coisas são mais divertidas do que passar horas em frente à televisão assistindo dezenas de “amigas”, ilustres desconhecidas, desfilando pelo tapete vermelho do Oscar. Muitas pessoas provavelmente discordam da minha opinião, mas destas muitas, grande parte dá aquela espiadinha e faz algum comentário sobre sua estrela favorita.

A verdade é que acompanhar a timeline do Twiter ou o feed do Facebook torna-se tarefa hercúlea até mesmo pra mim e que fico exausta de tanto que leio sobre o assunto em blogs diversos. Mas, ao mesmo tempo, não poderia (não quero?) ficar de fora da festa.

As duas grandes tendências da noite foram o branco-nude-rosinha ou cinza-chumbo-prateado-metalizado. A carência de cores foi evidente, me deixando saudosa até do bom e tradicional vermelho. Mas pra mim, sinceramente, o que importa mesmo é a festa, a reunião dos artistas todos glamourosos (muitos só aparecem assim neste momento) celebrando a arte, ainda que Hollywoodiana (não estou aqui pra fazer uma crítica sobre cinema e Hollywood, não é mesmo?).

Assim, apesar de um dia de atraso, seguem meus looks preferidos, algumas menções honrosas e minhas observações.

Clique na imagem se quiser vê-la maior e em mais detalhes!

Os Preferidos

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Jessica Chastain, atriz que conhecemos através de Histórias Cruzadas (The Help), estava concorrendo ao Oscar de Mehor Atriz pelo filme A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty). Optou por um vestido nude Armani com aplicações, fazendo o estilo “Happy Birthday, Mr. President” (que segundo a própria, foi o que chamou sua atenção no vestido) encontra Jessica Rabit. Impecável define.

Charlize Theron não concorria a nenhuma estatueta, mas foi apresentadora e arrasou neste Dior Couture branco “básico” (porque nunca, jamais, podemos dizer Dior e básico numa mesma frase…) com os cabelos curtos devido a um papel. Acessórios mínimos, maquiagem idem. Lindíssima. Glamourosa.

 

 

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Naomi Watts, bela como sempre, sem medo de assumir a idade e as rugas que chegam pra todas nós e podem nos deixar cada vez mais belas, se assim quisermos enxergar. Concorria ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Impossível (The Impossible) e foi de Armani, todo de paetê. Com todo risco que este tipo de vestido representa, a classe de Naomi fez o look.

Stacy Keibler, Mrs. George Clooney, que não concorria a nada além de sortuda do ano, derrubou grande parte das mais aguardadas neste Naeem Khan lindíssimo. Com modelagem simples, as aplicações fizeram toda a diferença. Foi, sem menor dúvida, um dos vestidos mais comentados da noite.

Sandra Bullock também não concorria a nenhum prêmio, mas ganhou toda a atenção ao escolher este Elie Saab com aplicações e leve transparência, um dos vestidos mais desejados da temporada. Vi muita gente pedindo um cabelo preso, mas com um vestido como este, toda atenção está nele e, no restante da composição do look, pra mim, quanto menos melhor.

Menções Honrosas

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Anne Hathaway era uma das mais aguardadas da noite. Além do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante quase certo (que foi confirmado) por sua atuação em Os Miseráveis (Les Misérables), todos esperavam ansiosos para ver que Valentino glamouroso ela usaria. E eis que Anne surge de Prada rosa bebê com modelagem enxuta e costura duvidosa nos seios. Expectativas ajustadas, é inegável a elegância e o caimento perfeito com o detalhe todo especial do colar Tiffany colocado para trás e que brilhava como ela.

Jennifer Lawrence, mais uma das grandes estrelas do evento, concorrendo (com quase certeza de que ganharia) ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Lado Bom da Vida (Silver Line Playbook), era aguardada com seu Dior, uma vez que é o rosto da marca e exclusiva. Escolheu um Dior Haute Couture rosinha-quase-branco-quase-noiva, que lhe deu um baita trabalho pra se movimentar e ainda rendeu um tropeço nas escadas para receber o prêmio. Estava bonita, mas…

Halle Berry contou que pediu à Donatella um vestido de Bond-Girl. E surgiu reluzente neste Versace com aplicações e transparência leve que virou hit assim que ela pisou no tapete vermelho. Favoreceu e esculpiu ainda mais seu corpo, destacando mais uma vez que é possível ser linda e elegante em qualquer idade (lembrando que Halle tem 46 anos). UAU!

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Helen Hunt, concorrendo ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme As Sessões (The Sessions), causou furor ao percorrer o tapete vermelho de H&M. Tudo bem que, como ela mesma fez questão de dizer, complementou com $700.000 em jóias; mas isso todas fazem. O que importa é que arrasou de fast fashion e não ficou devendo pra ninguém. Muito pelo contrário. Estava diva, linda e colorida! Coisa rara na noite…

Uma boa surpresa foi Jennifer Aniston, que finalmente saiu do preto e mostrou que fica linda de vermelho. Está certo que o Valentino escolhido não tem nada de novo nem de especial (se é que posso dizer que um Valentino não é especial, uma vez que é um Valentino!), mas coloriu a noite e Jennifer!

Kerry Washington foi mais uma famosa que não concorria a nenhuma estatueta individual, mas foi prestigiar seu filme Django Livre (Django Unchained), de Quentin Tarantino, que concorria a 5 estatuetas e ganhou 2 (Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante). Brilhou e coloriu o tapete vermelho neste Miu Miu de modelagem simples, elegante e com bordados na região do busto.

Estes são meus escolhidos! Alguém mais acompanhou o Oscar além de mim? O que acharam? Nada disso importa se a gente não puder discutir, fofocar e sonhar com as amigas, não é?

Então vamos lá!

Camila