Arquivo da tag: 2013-2014

SOBRE FINAIS, COMEÇOS E DECISÕES

Padrão

Sopro

Eis que a vida da gente é mesmo muito maluca. E esse ano cada vez mais surpreendente. Entre cafezinhos, bebidinhas e conversas que jogo deliciosamente por aí, com velhas e novas amigas esse ano de 2013 não tá fácil pra ninguém!

Quem tinha que se separar, se separou – sim, estou nesse time. Passar por todas as fases do “luto”, da depressão à raiva. Todos esses sentimentos fazem parte e devem ser vividos até a última gota.

Resolvi fazer uma especialização de maquiagem em Barcelona, eu precisava sair, como se fosse nascer de novo, respirar novos ares, recuperar o fôlego, andar sem rumo, ver toda arquitetura incrível de Gaudí, me renovar.

E lá tive dias muito felizes! Fiz amigas (oi, Manoela, Monse, Pao, Lorena, Kat, Paqui…) brasileiras, mexicanas, espanholas, equatorianas… enfim. Juntas exploramos a cidade, almoçamos, jantamos, bebericamos, e estudamos!

Me senti eu mesma, de verdade, redescobri muitas coisas sozinha, ouvi estórias de amigas, rimos e choramos juntas. E Barcelona… Ainda vou criar coragem e começar a escrever sobre isso aqui no blog.

Pensei sobre os ciclos da vida. As coisas que terminam. E outras que começam.

Nós somos nossas decisões o tempo todo. Então o que importa é decidir! Não se trata de ter o controle de tudo, porque na verdade não temos controle de muita coisa… Trata-se de decidir e ser responsável pela sua vida, pelo rumo que ela toma. Já parou pra pensar que rumo sua vida anda tomando? Você gosta/mudaria alguma coisa? Então faça diferente pra ver o que acontece…

Só porque você decidiu! Adoro essa palavra DECIDIR!

A Camila é a grande responsável por isso. Outro dia, eu estava reclamando dos quilinhos que ganhei por querer comer como se não houvesse amanhã. Aí a Camila me olhou, na maior tranquilidade e disse:

-Tati, quando VOCÊ DECIDIR emagrecer, essa é uma das poucas coisas da vida que estão no seu controle.

Ela foi embora e nem sabe o quanto me fez bem essas palavras: quando VOCÊ DECIDIR!!!

Sim, da minha vida decido eu, desde o que vou comer, com quem vou me relacionar, com quem quero trabalhar… e por aí vai.

Tudo que era angustiante passou a ser libertador! Porque no lugar de ‘vítima’ somos autores de nossa própria estória.

Precisamos encerrar ciclos para começar outros. Assim amadurecemos, com dores, alegrias e amores.

Somos feitos de nossas experiencias, daquilo que comemos, dos lugares que visitamos, das pessoas que conhecemos ha muito ou pouco tempo, dos livros que lemos, dos aromas que sentimos, das cores que pintamos nossa vida.

E por isso DECIDI voltar a escrever… Porque também sou feita do que escrevo.

Eis um novo começo…

Besos

Tati Felix

Tempos de Tormenta: Do Amor às Linhas de Expressão

Padrão

pes (1)

Chega um dia que as coisas não podem mais ser como são.

Não importa de quem é a decisão, toda não ação também gera uma reação. Nesse caso, to falando de separação mesmo. Não importa o que houve, quem está certo, vasculhar o passado pra achar a culpa e quem é o grande culpado.

O fato é que depois de muitos anos (quando digo muitos, pense na maioridade) me sinto como vim ao mundo, com a alma desnuda e quando olho o relógio quase sempre são tres da manhã…

Chega a constatação: estou atravessando tempos de tormenta.

Tá achando dramático?! Então você ainda não amou ninguém, não sonhou e nem fez planos de morar junto, casar, ter filhos (deixa isso pra lá) não sentiu sua vida devastada.

Quero mesmo é falar da dor, como se faltasse um braço, ou como diria minha musa, Clarice Lispector: como se faltasse um dente da frente, excruciante.

Toda relação longa é simbiótica e quando você se vê novamente sozinha, não sabe direito quem é, o que gosta, onde quer ir – oi, crise de identidade!

Dá uma sensação de ressaca, só que sem o porre e com gripe. É muito físico. O corpo dói, parece que se você dormisse por aproximadamente uns 15 dias seguidos, acordasse e tomasse uma sopinha tudo ficaria bem. Ah, sim… pode se dizer que está convalescendo.

Só que você acorda a cada dia… e vive um luto de pessoa viva, tem sintomas de abstinencia.

Se tortura com as boas lembranças e acha que nunca mais vai conseguir ser feliz de novo. Não nessa vida.

Aí, lembro do meu último aniversário, sozinha em um quarto de hotel, comendo um bolo pra 2 pessoas, as lágrimas descendo involuntariamente e a promessa de que NUNCA mais passaria um aniversário assim.

Lembro que a Camila me ligou, disfarcei o choro e fingi uma falsa alegria. É claro que ela percebeu que algo estava errado mas num gesto tácito de cumplicidade, fingiu que não percebeu. Fez piadinhas, fez o que toda melhor amiga faz: tenta te levantar quando você está tombada. O que é melhor você fazer mesmo, é se agarrar nessa centelha de esperança e levantar. Essa história de que no fundo do poço tem mola é conversa. Se você não reagir, o fundo do poço fica mais fundo, escuro e frio (já me disse um grande amigo, certa vez).

Como eu disse pra Camila aquele dia, um brinde as rugas finas! Sim, as linhas tornam se projetos de rugas.

E o tempo é especialmente cruel com nós, mulheres. Nos faz refletir o que tem sido de nós. Por sorte ou genética, vejo que o tempo me valorizou.

Mas não me livrou da minha primeira crise de idade. Até então, pensei que fosse imune, assim como você… ah, desculpe! Sua auto estima é inabalável!

Tá achando pesado? Saiba que o lindo também tem crise de idade… e daquelas. Com direito a fazer o tio da sukita e tudo.

Aí você se dá conta que começou o relacionamento tratando das espinhas e agora tá no consultório da dermatologista preocupada com as linhas de expressão, em tomar cápsulas de colágeno e selênio, em fazer do tempo seu aliado.

A ideia aqui não é ficar com carinha de 18, nem se repuxar toda, muito menos ficar neurótica. Nenhum creme anti idade vai resolver suas crises mas vai ajudar a elevar sua auto estima que é uma beleza!

A vida não tem garantias, o que nos deixa mais aflitos com nossas escolhas. Deus não manda um sms com o que devemos fazer e tudo que temos que fazer é decidir e confiar. Porque viver é um estado de crise permanente e o que realmente importa na vida é ter coragem.

Coragem de tomar decisões apesar do medo. Coragem de abrir mão de um grande amor e seguir teu rumo, ou nenhum rumo. Coragem de mudar, simplesmente porque você não quer mais os mesmos resultados. Coragem de estar no meio da tormenta sem se julgar e não fugir da dor.

Não adianta se esquivar, fingir que não sente. Melhor mesmo é chorar até os olhos incharem, se permitir não estar bem nem se cobrar demais. Desculpe quem disse que o sofrimento é opcional mas em matéria de amor é quase condicional.

Impossível sair ileso. Agora é tempo de olhar pra dentro e alimentar esse espaço vazio que se formou entre o estômago e o coração. Tempo de acordar cada dia e pensar: só por hoje. Abstinencia, AA… quase isso.

Tempo de esperar a tormenta passar. E investir em bons cremes, querida! Porque o tempo urge… Você fazendo alguma coisa ou não.

Tati Felix

eletro coração

P.S. Esse post não é um manual nem sequer vou dar dicas de como sair dessa, até porque estou nessa!

DIOR – Da Passarela Para as Ruas ou Pijama, Lágrimas e Glamour

Padrão
Dior

La Maison Dior – Foto do site

Domingo. E não um qualquer. Daqueles de levantar tarde, sem vontade de tirar o pijama, de fazer um café-da-manhã decente e muito menos botar o pé pra fora de casa. O mau-humor impera e o motivo é desconhecido… O que será? Já sabendo que não é TPM o mistério continua e o marido tenta, sem sucesso, animar o ambiente; afinal, ele sempre se esforça pra deixar a esposa feliz. Seu lema: “happy wife, happy life”. Sábio.

Não, esta não é a história de uma amiga. Esta sou eu hoje (ontem pra vocês, pois o post deve ser publicado na segunda-feira).

Mal sabia meu marido que a situação viraria contra ele (até sabia, afinal, ele não é recém-casado…), e fazer a esposa feliz não seria tão fácil uma vez que pra isso ele teria que me dar um computador novo (que eu não preciso e ele, infelizmente, teve a tarefa ingrata de me informar), um iPhone 5 (que eu também não preciso, já que o meu 4S não tem nem 1 ano de uso ainda) e um Louboutin (este, eu continuo achando que eu preciso… Que mulher não precisa?). Reparem no E. Não é OU. Queria os três!

Aí, depois de uma dose de drama, algumas (muitas?) lágrimas questionando a vida e a existência, me achando a pessoa mais obesa do universo e com a pálpebra inferior mais roxa, inchada e flácida que uma mulher pode ter, me lembrei que o problema é só que sou mulher e que não acordei em um bom dia. Ah! Entre todos os sentimentos e pensamentos também passou pela minha cabeça que eu estava ficando louca, é claro. Mas quando lembrei que sou mulher, isso deixou de ser uma questão… Eu sou louca. E a cura para a loucura de hoje era fazer alguma coisa muito divertida, que eu já havia planejado sob um nome muito pomposo de “Dior – Outono-Inverno 2013-14: Da Passarela Para as Ruas”.

O assunto que vem a seguir continua sendo este, mas não achei que seria honesto dizer que este post foi escrito única e exclusivamente para falar do desfile da Dior. Não. Ele é para dar um pouco de glamour neste meu dia de mulher.

Então vamos lá.

Desde terça-feira passada está acontecendo a semana de moda de Paris Outono-Inverno 2013-14 e, na sexta-feira, foi o desfile da Dior.

Gosto de acompanhar os desfiles das grandes grifes (Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton…), que graças à internet são transmitidos ao vivo, sempre que posso, pois adoro o espetáculo.

Desde que fui a um desfile na São Paulo Fashion Week a convite da minha prima Nathália, fiquei encantada com o “show”. O que antes me parecia banal, sem sentido, tornou-se uma emoção. A música, a expectativa, a curiosidade para entender o tema, a lógica por trás do desfile, a arte… Sim, pra mim é uma arte. E sendo uma expressão artística, espero que em um desfile a maioria das roupas apresentadas seja conceitual, pra passarela, ou no máximo pra artistas em tapete vermelho ou situações especiais.

E foi por isso que este último desfile da Dior me chamou atenção. A Dior impressionar não é novidade, mas desta vez me impressionou pela “normalidade” das roupas. Normalidade no melhor sentido da palavra, porque eu sinceramente usaria quase todas as roupas apresentadas. Ah! Se eu pudesse…

Então chega de firulas e vamos ao que realmente interessa: o desfile e as roupas maravilhosas.

Segundo a própria marca, a coleção apresentada é como um álbum visual de momentos significativos para Raf Simons (diretor criativo) e a casa Dior. Raf Simons e Christian Dior começaram suas carreiras na Arte e foi esta a paixão mostrada na coleção, através de uma colaboração exclusiva com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.

Dior_1O vestido da esquerda é um tomara-que-caia de seda. As estampas são obras de Warhol: um sapato bordado (“High Heel”, de 1956) e a impressão do “Female Head with Stamps”, de 1959.

À direita, outro vestido de seda com impressões de obras de Andy Warhol: “Stamped Shoe with Butterflies”, de 1961, e “High Heel” e “Shoe”, de 1955.

Ambos vestidos têm modelagem simples, extremamente usáveis no dia-a-dia, e aposto que muito confortáveis para o clima brasileiro. Afinal, tecidos naturais, como a seda, sempre “respiram” melhor.

Não diria que são roupas de outono-inverno, mas diria que adorei!

E quando o inverno chegar…

Dior_2

Primeiro, o terninho de lã mais lindo e leve do universo! Tudo bem, pode ser exagero meu, mas vendo o movimento dele na passarela fica difícil acreditar que é lã… É chique, é sóbrio, é possível. É o glamour nas ruas.

E os sobretudos… Foram apresentados pelo menos cinco, e se tem uma peça do guarda-roupa de inverno que eu tenho uma paixão especial, essa é o sobretudo! Tenho alguns e não me canso de desejar e comprar, mesmo morando no Brasil. E juro que não me importaria em ter este da Dior. Porque pensando bem, me falta mesmo um cinza! 😉

E este vermelho, então? O look está incrível! É o menos usável dos três, mas é maravilhoso. De lã, vermelho, foi diretamente inspirado na criação original de Mr. Dior, de 1948, chamado “Arizona”.

Dior_3

Continuando as releituras dos clássicos da Dior tem este tomara-que-caia de couro chamado por Mr. Dior de “Opéra Bouffe”, em 1949. De frente simples com a saia característica da Maison, deixando todo o detalhe para as costas (que não dá pra ver muito bem na foto, mas dá pra ter uma idéia).

Vamos aproveitar a foto de perfil para falar do sapato, que foi do mesmo modelo para todos os looks, variando apenas as cores. Algumas pessoas podem gostar. Pra mim, nada ganha de um scarpin tradicional.

Outro vestido característico Dior e mais uma releitura. Chamado por Mr. Dior de “Miss Dior” em 1949, o vestido da direita é de couro bordado e, mais uma vez, lindo! Não usaria pra ir ao cinema em uma tarde de domingo, mas pra uma festa especial…

Mais alguns looks pra gente babar…

Dior_4 Dior_5

E por último, alguns sapatos em mais detalhes e dois modelos de bolsa-desejo. Pode querer as duas?

Dior_6

Foi, sem dúvida, um dos melhores desfiles que já vi. Afinal, que mulher não gosta de sonhar com roupas maravilhosas? De se imaginar vestindo as peças mais desejadas? Eu, pelo menos, sou assim. E sonho alto! Porque se é pra sonhar, não pode ser com pouco, não é?

E para quem está se perguntando: sim, estou me sentindo melhor. Obrigada! 🙂

Beijos

Camila