Arquivo mensal: junho 2013

It’s okay not to be okay. Isn’t it?

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its-okay-not-to-be-okayPensando em como e com qual assunto voltar a escrever depois dessa “pequena” pausa, me senti tomada por uma velha amiga, de quem já tentei me livrar, mas não me abandona, e que muitas vezes vem me fazer companhia e me impede de tomar alguns passos e decisões: a culpa.

Culpa de ter ficado tanto tempo sem escrever, culpa de ficar pensando isso ao invés de escrever, culpa de ter deixado a culpa reaparecer… Enfim, culpa que não acaba mais e que todos conhecemos, reconhecendo ou não, em maior ou menor grau.

E toda essa “confusão mental” gerou um pensamento: mas será que eu não tenho o direito de ficar mal? Será que não podemos simplesmente ter preguiça de existir? Não no sentido depressivo-suicida-patológico, é claro; pois esse eu conheço bem e posso tratar ou indicar um amigo ou amiga que o faça.

Digo no sentido domingo-a-noite-final-de-feriado estendido pra todos os dias da semana, por mais de um mês, assistindo seis temporadas de um seriado em uma semana (culpada!), comendo o que tiver vontade ou ficando sem comer, fazendo só o essencial para existir e não ser demitida do emprego ou perder oportunidades imperdíveis (afinal, a vida vale a pena e é apenas uma fase)… Será que eu sou a única que sente isso? Acho e espero que não…

E eis que no meio dessa avalanche de sentimentos e pensamentos confusos, em um dos momentos preguiça-de-existir, assistindo televisão, me deparo com uma música que não é nova (tem pelo menos um ano), mas que eu não conhecia, de uma cantora-compositora de quem eu só conhecia uma música (por sinal muito diferente dessa), chamada Jessie J.

Para ser justa, vou dar os créditos merecidos. O programa em que eu ouvi a música pela primeira vez foi o American Idol, em uma performance da candidata Angie Miller, que ficou em terceiro lugar na competição. Sim, confesso mais este “guilty pleasure”… Assisto e adoro American Idol.

Pecado confessado, volto à música. Foi como se alguém estivesse dentro da minha cabeça e colocasse em palavras de forma organizada o que eu não conseguia. Impressionante. E como ela diz melhor que eu, sem mais delongas, coloco a letra, com a tradução ao lado:

Who you areÉ isso! Tudo bem não estar bem; não há nada errado com isso.

Todo mundo passa por momentos em que a vida prega peças, em que parece que o que não está certo é mais importante do que tudo que é bom, em que o que não funciona paralisa. Em que a vida não encaixa. São momentos que nos fazem descobrir ou redescobrir quem somos.

E o que fazer durante este processo? Acho que é isso que importa: o que fazemos com isso.

Há o tempo de curtir a deprê, afinal, ela é necessária e tem seu glamour! Maysa, oi?

Mas nada nos impede de fazer isso belíssimas, de batom vermelho e salto alto, ou curtir qualquer coisa que nos faça tão bem quanto, como o marido ou namorado, um bom filme, um bom livro, boa música, papo com os amigos, um jantar especial… Ou tudo ao mesmo tempo!

Eu decidi que não tem problema eu não estar bem, mas decidi também que isso não é motivo pra não estar bonita. Estranho? Talvez. Pra mim é novidade…

E essa pra mim tem sido a luz no fim do túnel, seja no vestir, na maquiagem, ou no blog, que finalmente consegui quebrar o ciclo de culpa e paralisia e voltei a investir, sorrindo! (thanks, Jessie J)

Para concluir minha obsessão com a música, segue abaixo o vídeo das duas versões: o clipe com a Jessie J e a versão da Angie Miller.

Belíssima. De arrepiar. Viciante.

Talvez seja meu momento. Ou talvez a música seja tudo isso mesmo… Whatever! 😉

Beijos

Camila