Arquivo mensal: março 2013

Brigadeiros, Coxinhas e Louboutin

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ChristianLouboutin1Conversando outro dia com a Tati sobre os sabores e dissabores da vida, começamos a pensar e rir sobre as coisas que nos fazem sentir bem quando estamos naqueles dias de mau-humor, por qualquer que seja o motivo, razoável ou não. Brigadeiro, bomba de chocolate, torta de morango, bolo, pizza, coxinha e x-bacon-salada foram as primeiras opções que vieram em nossa cabeça… Afinal, estávamos tomando café em uma padaria.

E das bombas calóricas para maquiagem e roupa foi um pulo. Afinal, não seríamos nós se este assunto não surgisse de alguma maneira. E rápido! Assim, entre quilos a mais, sonhos sem fim e dinheiro de menos surgiu a idéia de escrever este post sobre uma paixão feminina: o sapato.

Comprar um sapato novo é uma delícia. E para aquele dia que não começou bem, nada melhor do que uma bela maquiagem, uma roupa caprichada e um sapato lindíssimo (o salto alto, nestas horas, sempre ajuda) para levantar o astral e tornar o dia mais belo, ou pelo menos mais suportável…

Mas e os Sapatos? Sim , S maiúsculo. Aqueles que começaram a fazer sucesso e virar objeto de desejo entre nós, mortais, a partir das glamourosas protagonistas de Sex and the City?

Carrie Bradshaw e suas amigas divulgaram para o mundo a genialidade de Manolo Blahnik, Jimmy Choo e Christian Louboutin. Carrie tinha (tem?) uma coleção gigante com diversos exemplares de todos, mas nunca escondeu sua predileção por Manolo Blahnik; foi pedida em casamento com um par dele (no filme), inclusive. Quem precisa de aliança ou anel de noivado quando se tem um Manolo cravejado com diamantes? A Carrie não.

Eu discordo da Carrie. Prefiro um Louboutin! A magia da sola vermelha é inigualável. Reconhecível de longe, já foi até alvo de disputa judicial com a Yves Saint Laurent.

Christian Louboutin é francês e lançou sua linha de sapatos na França, em 1991. Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Aos 15 anos, começou a criar sapatos para dançarinas. Na década de 1980, criou modelos para Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, mas desistiu da carreira e decidiu se tornar paisagista e colaborador da Vogue. Ele sentiu falta de desenhar sapatos e, anos mais tarde, se associou a amigos e abriu a primeira loja.ChristianLouboutin2

O objetivo declarado do designer é o de “fazer a mulher mostrar-se sexy, bonita, para fazer suas pernas parecerem tão longas quanto [ele] puder.” E ele consegue! Com uma legião de fãs que vão de Lady Gaga a Princesa de Mônaco, passando por Jennifer Lopez, Gwyneth Paltrow, Sarah Jessica Parker, Catherine Deneuve, Diane von Fürstenberg, ou qualquer outra celebridade que a gente quiser colocar aqui.

Para quem não conhece e tiver curiosidade de ver (com os olhos ou com as mãos) do que se trata e o motivo de tanta comoção, pode encontrar essa obra de arte no Brasil. Temos lojas aqui desde 2009 e em São Paulo elas estão no Shopping Iguatemi e no Shopping JK Iguatemi. Fora de São Paulo, tem no Shopping Iguatemi de Brasília.

Mais duas curiosidades para terminar minha apologia ao Louboutin.

A primeira é sobre uma coleção especial da Barbie lançada em uma parceria do designer com a Mattel em 2010:

ChristianLouboutinBarbiePois é… Nossa querida Barbie também se rendeu aos encantos da sola vermelha.

A outra curiosidade? Nosso amigo Christian Louboutin uniu-se à Disney e deu vida ao sapato mais famoso do imaginário feminino: o da Cinderella.LouboutinCinderella

Não vou entrar no mérito se gostei ou não do sapato criado… Mas achei a Cinderela chiquérrima!

Isso sim é trabalho de fada madrinha: puro glamour!

Mas quanto custa um sapato desse? É a pergunta que nos fazemos. Caro.

São obras de arte. Criados por um artista. Feitos um por um, costurados a mão, com o melhor material que existe. Não tem como ser barato.

Vale a pena?

Isso cada uma tem que decidir de acordo com suas possibilidades e seu desejo.

Mas uma coisa é certa: o primeiro Louboutin a gente nunca esquece…

Beijos

Camila

Moda: para quê?

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Mais um domingo chegou. É claro! Ele vem toda semana… O problema é que pra mim este tem sido um dia de reflexão, cada vez mais. Não sei muito bem porquê (sei um pouco…), e nem se isto é necessariamente um problema, mas o fato é que é isso que vem acontecendo nos últimos tempos. E começa logo cedo! Nem precisa da música do Fantástico!

Desta vez a “depressão” foi menos dramática (e louca… e megalomaníaca… rs) e mais reflexiva; teve totalmente a ver com o blog e o que me move no mundo da moda. Pensamentos e questionamentos de uma psicóloga-psicanalista-consultora de imagem. Então resolvi falar (escrever) um pouco sobre isso.

Chanel-quote2Como eu já disse aqui no blog, pra mim, a moda não é fútil. Ela pode ser confundida com futilidade, pois tem toda uma indústria por trás dela que é alvo das mais diversas críticas, que eu deixo para os meus colegas de profissão ou da Academia fazerem. Mas gostaria de falar um pouco sobre isso.

Na minha opinião a moda tem um poder transformador: já passei por isso e já vi isso acontecer. Uma transformação que acontece de fora pra dentro. Este poder é tão claro e verdadeiro pra mim que fico triste (ou mesmo brava) de ver tantas pessoas considerando a moda fútil. Mas então o que é fútil? No dicionário? Houaiss diz:

1. que ou o que não tem importância ou mérito; inútil, superficial;

2. que ou o que tem aspecto enganador, não inspira confiança, não tem constância; frívolo, leviano.

Então talvez a indústria da moda seja. Ela não tem constância, muda a cada semestre, o que é lindo hoje é horrível amanhã e vice-versa, sugere gastos exorbitantes e desnecessários, exibe e exige corpos magérrimos.

É uma indústria que nos apresenta grandes artistas, gênios. Produz obras de arte. Mas ainda assim é uma indústria.

Essa é moda que se esvai, como bem apontou Chanel na citação lá em cima…

Mas de qual moda estou falando, então? Daquela de cada um de nós. Do uso que fazemos desta moda que nos é oferecida. De estilo, do que permanece. Ah! Essa Mademoiselle Chanel…

Quando encontramos nosso estilo, colocamos uma roupa bonita, adequada para nosso corpo, cor de pele, cor de cabelo, idade, a nossa imagem muda. E ao mudar nossa imagem nós mudamos a percepção que temos de nós. E aí está o segredo!

Ao conseguirmos nos ver diferente, começamos a conseguir nos sentir diferentes.

stacy-londons-the-truth-about-style-book-and--L-gJKPrlPreciso ser justa e dar os devidos créditos pra quem me ajudou a esclarecer e colocar esse sentimento que eu tinha em palavras. Essa pessoa é Stacy London, que ficou conhecida no programa Esquadrão da Moda (What Not to Wear), que passa no canal TLC (antigo Discovery Home & Health no Brasil). Pois é… Eu adoro esse programa! O americano. Confesso que nunca assisti o brasileiro. Ela escreveu um livro que eu adorei chamado The Truth About Style. Quem tem interesse sobre o tema moda-transformação pessoal vai gostar. Por enquanto não tem tradução para o português.

Crédito dado, volto ao assunto.

O resumo da idéia de Stacy (e minha) é: ver para sentir para pensar para acreditar. Viu só? Mudança! De fora pra dentro.

Ter estilo não precisa ter nada a ver com ser vítima da moda. Essa é uma confusão comum. Ter estilo tem a ver com melhorar quem você é, ser a melhor versão de você mesmo, e não ser igual a qualquer outra pessoa ou todas as outras pessoas.

Acreditar que podemos ser uma “melhor versão possível de nós mesmos” implica em conhecer e aceitar quem somos e lutar para mudar o que é possível. E se for mais “fácil” (ou menos difícil) começar por fora, pelo guarda-roupa, por que não?

Beijos

Camila

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DIOR – Da Passarela Para as Ruas ou Pijama, Lágrimas e Glamour

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Dior

La Maison Dior – Foto do site

Domingo. E não um qualquer. Daqueles de levantar tarde, sem vontade de tirar o pijama, de fazer um café-da-manhã decente e muito menos botar o pé pra fora de casa. O mau-humor impera e o motivo é desconhecido… O que será? Já sabendo que não é TPM o mistério continua e o marido tenta, sem sucesso, animar o ambiente; afinal, ele sempre se esforça pra deixar a esposa feliz. Seu lema: “happy wife, happy life”. Sábio.

Não, esta não é a história de uma amiga. Esta sou eu hoje (ontem pra vocês, pois o post deve ser publicado na segunda-feira).

Mal sabia meu marido que a situação viraria contra ele (até sabia, afinal, ele não é recém-casado…), e fazer a esposa feliz não seria tão fácil uma vez que pra isso ele teria que me dar um computador novo (que eu não preciso e ele, infelizmente, teve a tarefa ingrata de me informar), um iPhone 5 (que eu também não preciso, já que o meu 4S não tem nem 1 ano de uso ainda) e um Louboutin (este, eu continuo achando que eu preciso… Que mulher não precisa?). Reparem no E. Não é OU. Queria os três!

Aí, depois de uma dose de drama, algumas (muitas?) lágrimas questionando a vida e a existência, me achando a pessoa mais obesa do universo e com a pálpebra inferior mais roxa, inchada e flácida que uma mulher pode ter, me lembrei que o problema é só que sou mulher e que não acordei em um bom dia. Ah! Entre todos os sentimentos e pensamentos também passou pela minha cabeça que eu estava ficando louca, é claro. Mas quando lembrei que sou mulher, isso deixou de ser uma questão… Eu sou louca. E a cura para a loucura de hoje era fazer alguma coisa muito divertida, que eu já havia planejado sob um nome muito pomposo de “Dior – Outono-Inverno 2013-14: Da Passarela Para as Ruas”.

O assunto que vem a seguir continua sendo este, mas não achei que seria honesto dizer que este post foi escrito única e exclusivamente para falar do desfile da Dior. Não. Ele é para dar um pouco de glamour neste meu dia de mulher.

Então vamos lá.

Desde terça-feira passada está acontecendo a semana de moda de Paris Outono-Inverno 2013-14 e, na sexta-feira, foi o desfile da Dior.

Gosto de acompanhar os desfiles das grandes grifes (Dior, Chanel, Yves Saint Laurent, Louis Vuitton…), que graças à internet são transmitidos ao vivo, sempre que posso, pois adoro o espetáculo.

Desde que fui a um desfile na São Paulo Fashion Week a convite da minha prima Nathália, fiquei encantada com o “show”. O que antes me parecia banal, sem sentido, tornou-se uma emoção. A música, a expectativa, a curiosidade para entender o tema, a lógica por trás do desfile, a arte… Sim, pra mim é uma arte. E sendo uma expressão artística, espero que em um desfile a maioria das roupas apresentadas seja conceitual, pra passarela, ou no máximo pra artistas em tapete vermelho ou situações especiais.

E foi por isso que este último desfile da Dior me chamou atenção. A Dior impressionar não é novidade, mas desta vez me impressionou pela “normalidade” das roupas. Normalidade no melhor sentido da palavra, porque eu sinceramente usaria quase todas as roupas apresentadas. Ah! Se eu pudesse…

Então chega de firulas e vamos ao que realmente interessa: o desfile e as roupas maravilhosas.

Segundo a própria marca, a coleção apresentada é como um álbum visual de momentos significativos para Raf Simons (diretor criativo) e a casa Dior. Raf Simons e Christian Dior começaram suas carreiras na Arte e foi esta a paixão mostrada na coleção, através de uma colaboração exclusiva com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.

Dior_1O vestido da esquerda é um tomara-que-caia de seda. As estampas são obras de Warhol: um sapato bordado (“High Heel”, de 1956) e a impressão do “Female Head with Stamps”, de 1959.

À direita, outro vestido de seda com impressões de obras de Andy Warhol: “Stamped Shoe with Butterflies”, de 1961, e “High Heel” e “Shoe”, de 1955.

Ambos vestidos têm modelagem simples, extremamente usáveis no dia-a-dia, e aposto que muito confortáveis para o clima brasileiro. Afinal, tecidos naturais, como a seda, sempre “respiram” melhor.

Não diria que são roupas de outono-inverno, mas diria que adorei!

E quando o inverno chegar…

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Primeiro, o terninho de lã mais lindo e leve do universo! Tudo bem, pode ser exagero meu, mas vendo o movimento dele na passarela fica difícil acreditar que é lã… É chique, é sóbrio, é possível. É o glamour nas ruas.

E os sobretudos… Foram apresentados pelo menos cinco, e se tem uma peça do guarda-roupa de inverno que eu tenho uma paixão especial, essa é o sobretudo! Tenho alguns e não me canso de desejar e comprar, mesmo morando no Brasil. E juro que não me importaria em ter este da Dior. Porque pensando bem, me falta mesmo um cinza! 😉

E este vermelho, então? O look está incrível! É o menos usável dos três, mas é maravilhoso. De lã, vermelho, foi diretamente inspirado na criação original de Mr. Dior, de 1948, chamado “Arizona”.

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Continuando as releituras dos clássicos da Dior tem este tomara-que-caia de couro chamado por Mr. Dior de “Opéra Bouffe”, em 1949. De frente simples com a saia característica da Maison, deixando todo o detalhe para as costas (que não dá pra ver muito bem na foto, mas dá pra ter uma idéia).

Vamos aproveitar a foto de perfil para falar do sapato, que foi do mesmo modelo para todos os looks, variando apenas as cores. Algumas pessoas podem gostar. Pra mim, nada ganha de um scarpin tradicional.

Outro vestido característico Dior e mais uma releitura. Chamado por Mr. Dior de “Miss Dior” em 1949, o vestido da direita é de couro bordado e, mais uma vez, lindo! Não usaria pra ir ao cinema em uma tarde de domingo, mas pra uma festa especial…

Mais alguns looks pra gente babar…

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E por último, alguns sapatos em mais detalhes e dois modelos de bolsa-desejo. Pode querer as duas?

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Foi, sem dúvida, um dos melhores desfiles que já vi. Afinal, que mulher não gosta de sonhar com roupas maravilhosas? De se imaginar vestindo as peças mais desejadas? Eu, pelo menos, sou assim. E sonho alto! Porque se é pra sonhar, não pode ser com pouco, não é?

E para quem está se perguntando: sim, estou me sentindo melhor. Obrigada! 🙂

Beijos

Camila

TEMAKI, D.R. e UM RÍMEL MUITO EFICIENTE

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Tive recentemente um desentendimento com uma pessoa muito querida, meu irmão mais novo.

Aliás, quem não tem nenhuma briguinha familiar e vive naquelas reuniões de propaganda de margarina que atire a primeira pedra! Diferente das outras mulheres eu simplesmente ODEIO D.R! Eu sei, nada adianta esconder as coisas em algum compartimento que não serve pra coisa nenhuma. Então, protelei até quanto pude… Porque na verdade sabia que ía mexer na ferida, e ninguém sem nenhuma vocação sado-masoquista gosta disso.

Dia e hora pra cutucar a ferida, falar e ouvir… E em uma família árabe/italiana como a minha, isso significa: Vai ter muito drama! Escolhemos um território neutro, uma temakeria, a Wikimaki em Curitiba.

Nem preciso dizer que resolvemos nossas diferenças no caminho e estacionados na porta, lá estava eu… Chorando e me descabelando como previa, a La Maria do Bairro.

Quando até que enfim fizemos as pazes, me dei conta que estava toda maquiada e tudo devia estar um fiasco, que beleza!

Mas pra minha surpresa (e olha que chorei um dilúvio!) minha máscara pra cílios, o rímel para as amigas estava lá, intacto! Por uns segundos, tentei lembrar qual havia aplicado, e lembrei: The Mega Plush, da Maybelline.

Já achava ele muito bom, ótima pigmentação, deixa os cílios bem pretinhos, possui um aplicador arredondado, bem cheio e flexível. Sua textura é leve, então se você quer um olhar mais dramático, encaixe o aplicador na raiz dos cílios, faça um zigue-zague para maior absorção do produto. O que gostei mesmo foi da eficiencia a prova de lágrimas.

Close nas cerdas:

maybelline-mega-plush

Aprendi duas coisas:

– Nunca adie uma D.R; ainda mais se a pessoa vale a pena na sua vida, por mais que doa dizer e ouvir a verdade – ou a sua verdade, ou a verdade dele (a);

– Aplique um rímel eficiente! Ainda mais se você for dramática como eu…

Ah, quase esqueço de avisar que ainda não vi a venda no Brasil… uma encomenda pras amigas que viajam, né Camila?!

Beijos,

Tati Felix