Arquivo mensal: fevereiro 2013

Benefit Fake Up: Corretivo – será o milagre?

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Benefit-FakeUp2Batalhando com a Tati na busca de um milagre anti olheiras, minha missão particular tem sido encontrar o corretivo perfeito.

A quantidade de marcas e tipos diferentes que já testei e uso é razoável, nacionais e importados, mas ainda não encontrei meu holy grail, aquele incrível que cubra bem as olheiras, mas sem pesar; que seja fácil de passar, não craquele e nem acumule nas linhas finas… Será pedir demais?

O uso do corretivo pra mim é essencialmente este: esconder as olheiras. Ainda não encontrei o tal creme milagroso para área dos olhos, mas ainda que ele existisse, provavelmente não seria muito eficiente pra mim. Noites mal dormidas sempre acontecem, mas após passar por vários dermatologistas tive que me conformar que a genética é o fator determinante no meu caso. E mesmo com horas exageradas de sono e descanso (acreditem, já fiz o teste) elas permanecem ali, me provocando, desafiando meu “bom humor”.

Eis que em um feliz dia recebo uma newsletter, a qual em principio apaguei rapidamente sem dar muita atenção, mas corri para o lixo do email e recuperei assim que li a palavra concealer. Ufa! Falava sobre um lançamento da Benefit. De novo essa Benefit, provocando nosso consumo, alimentando nossas esperanças…

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Trata-se se um corretivo hidratante que controla o acúmulo nas linhas finas chamado Fake Up. Em formato de bastão, promete hidratação (por 6 horas!), efeito de longa duração, leveza e textura de seda.

A parte branca, externa, é o hidratante com vitamina E e extrato de semente de maçã. No meio fica o corretivo, que em três opções de cores disponíveis promete esconder as olheiras, amaciar a pele e difundir a luz para auxiliar no disfarce das linhas finas.

Será?

Nas reviews gringas está fazendo sucesso, atingindo pessoas de idades diversas, com pele jovem ou madura. Comprado nos EUA custa U$24.00 e para nós, sem viagem marcada, ainda não há nenhuma previsão de chegada ao Brasil.

Eu estou louca pra testar, com esperança renovada e acreditando que chegou minha vez. Quando tiver o prazer de conhece-lo pessoalmente, compartilho com vocês.

Camila

Oscar 2013: Tapete Vermelho

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Poucas coisas são mais divertidas do que passar horas em frente à televisão assistindo dezenas de “amigas”, ilustres desconhecidas, desfilando pelo tapete vermelho do Oscar. Muitas pessoas provavelmente discordam da minha opinião, mas destas muitas, grande parte dá aquela espiadinha e faz algum comentário sobre sua estrela favorita.

A verdade é que acompanhar a timeline do Twiter ou o feed do Facebook torna-se tarefa hercúlea até mesmo pra mim e que fico exausta de tanto que leio sobre o assunto em blogs diversos. Mas, ao mesmo tempo, não poderia (não quero?) ficar de fora da festa.

As duas grandes tendências da noite foram o branco-nude-rosinha ou cinza-chumbo-prateado-metalizado. A carência de cores foi evidente, me deixando saudosa até do bom e tradicional vermelho. Mas pra mim, sinceramente, o que importa mesmo é a festa, a reunião dos artistas todos glamourosos (muitos só aparecem assim neste momento) celebrando a arte, ainda que Hollywoodiana (não estou aqui pra fazer uma crítica sobre cinema e Hollywood, não é mesmo?).

Assim, apesar de um dia de atraso, seguem meus looks preferidos, algumas menções honrosas e minhas observações.

Clique na imagem se quiser vê-la maior e em mais detalhes!

Os Preferidos

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Jessica Chastain, atriz que conhecemos através de Histórias Cruzadas (The Help), estava concorrendo ao Oscar de Mehor Atriz pelo filme A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty). Optou por um vestido nude Armani com aplicações, fazendo o estilo “Happy Birthday, Mr. President” (que segundo a própria, foi o que chamou sua atenção no vestido) encontra Jessica Rabit. Impecável define.

Charlize Theron não concorria a nenhuma estatueta, mas foi apresentadora e arrasou neste Dior Couture branco “básico” (porque nunca, jamais, podemos dizer Dior e básico numa mesma frase…) com os cabelos curtos devido a um papel. Acessórios mínimos, maquiagem idem. Lindíssima. Glamourosa.

 

 

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Naomi Watts, bela como sempre, sem medo de assumir a idade e as rugas que chegam pra todas nós e podem nos deixar cada vez mais belas, se assim quisermos enxergar. Concorria ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Impossível (The Impossible) e foi de Armani, todo de paetê. Com todo risco que este tipo de vestido representa, a classe de Naomi fez o look.

Stacy Keibler, Mrs. George Clooney, que não concorria a nada além de sortuda do ano, derrubou grande parte das mais aguardadas neste Naeem Khan lindíssimo. Com modelagem simples, as aplicações fizeram toda a diferença. Foi, sem menor dúvida, um dos vestidos mais comentados da noite.

Sandra Bullock também não concorria a nenhum prêmio, mas ganhou toda a atenção ao escolher este Elie Saab com aplicações e leve transparência, um dos vestidos mais desejados da temporada. Vi muita gente pedindo um cabelo preso, mas com um vestido como este, toda atenção está nele e, no restante da composição do look, pra mim, quanto menos melhor.

Menções Honrosas

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Anne Hathaway era uma das mais aguardadas da noite. Além do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante quase certo (que foi confirmado) por sua atuação em Os Miseráveis (Les Misérables), todos esperavam ansiosos para ver que Valentino glamouroso ela usaria. E eis que Anne surge de Prada rosa bebê com modelagem enxuta e costura duvidosa nos seios. Expectativas ajustadas, é inegável a elegância e o caimento perfeito com o detalhe todo especial do colar Tiffany colocado para trás e que brilhava como ela.

Jennifer Lawrence, mais uma das grandes estrelas do evento, concorrendo (com quase certeza de que ganharia) ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme O Lado Bom da Vida (Silver Line Playbook), era aguardada com seu Dior, uma vez que é o rosto da marca e exclusiva. Escolheu um Dior Haute Couture rosinha-quase-branco-quase-noiva, que lhe deu um baita trabalho pra se movimentar e ainda rendeu um tropeço nas escadas para receber o prêmio. Estava bonita, mas…

Halle Berry contou que pediu à Donatella um vestido de Bond-Girl. E surgiu reluzente neste Versace com aplicações e transparência leve que virou hit assim que ela pisou no tapete vermelho. Favoreceu e esculpiu ainda mais seu corpo, destacando mais uma vez que é possível ser linda e elegante em qualquer idade (lembrando que Halle tem 46 anos). UAU!

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Helen Hunt, concorrendo ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme As Sessões (The Sessions), causou furor ao percorrer o tapete vermelho de H&M. Tudo bem que, como ela mesma fez questão de dizer, complementou com $700.000 em jóias; mas isso todas fazem. O que importa é que arrasou de fast fashion e não ficou devendo pra ninguém. Muito pelo contrário. Estava diva, linda e colorida! Coisa rara na noite…

Uma boa surpresa foi Jennifer Aniston, que finalmente saiu do preto e mostrou que fica linda de vermelho. Está certo que o Valentino escolhido não tem nada de novo nem de especial (se é que posso dizer que um Valentino não é especial, uma vez que é um Valentino!), mas coloriu a noite e Jennifer!

Kerry Washington foi mais uma famosa que não concorria a nenhuma estatueta individual, mas foi prestigiar seu filme Django Livre (Django Unchained), de Quentin Tarantino, que concorria a 5 estatuetas e ganhou 2 (Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante). Brilhou e coloriu o tapete vermelho neste Miu Miu de modelagem simples, elegante e com bordados na região do busto.

Estes são meus escolhidos! Alguém mais acompanhou o Oscar além de mim? O que acharam? Nada disso importa se a gente não puder discutir, fofocar e sonhar com as amigas, não é?

Então vamos lá!

Camila

MISSÃO ANTI OLHEIRAS: EM BUSCA DE UM MILAGRE I

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It´s Potent

Algumas missões nascem de acordo com a necessidade.

A minha (entre outras mil) é encontrar um creme anti olheiras que definitivamente acabe com elas! Isso não é tão fácil  e promissor quanto parece.

Depois dos 30, qualquer noite mal dormida depõe contra nosso favor. Embora muitas meninas de 20 também apresentem o problema. O fato é: ninguém gosta! As olheiras pesam o visual, deixam um aspecto de cansaço e denunciam a passagem do tempo.

E como dormir bem se é preciso acordar cedo pra trabalhar, praticar um esporte, fazer compras, dar atenção pra família, estudar?! E pra dormir cedo com tantos compromissos?

Pra ajudar ainda variam de cor, podendo ser arroxeadas, amarronzadas, avermelhadas até escuras grau panda.

Dermatologistas, químicos e farmaceuticos debatem, pesquisam e testam o tema no mundo todo. Sim, a indústria da beleza move milhões atrás disso. E eu muitos reais…

Foi assim que em uma das idas da Camila pra Nova Iorque eu encomendei o It´s Potent, da Benefit. Sou muito, muito fã da marca.

A promessa do creme é suavizar (suavizar? eu queria mesmo que fosse exterminar!) as linhas finas e as olheiras. Contém em sua composição extrato de maçã que ajuda a impulsionar o colágeno e extrato de nêspera que ajuda a proteger a pele dos danos dos radicais livres.

O creme é delicioso, bem hidratante mas… Não suaviza as olheiras e nem as linhas superficiais!

Não tenho olheiras tão profundas e escuras assim mas tenho meus dias de William Waack, quem não tem? Embora minha árabe descendencia seja um fator genético bem desfavorável nesse caso.

Como ainda tenho um pouco do produto, vou terminar de usar – sou bem contra desperdícios. Só que não espero mais nada além de uma boa hidratação…

It´s Potent, pero no mutcho.

Preço? $32,00 lá fora e aqui no Brasil, no site da Sephora R$169,00.

Achou puxado? Eu também… Aguarde a próxima busca quem sabe encontro o milagre?!

Tati Felix

SERÁ QUE TEM GLAMOUR NA MORTE?!

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Mulher loura ( EM DESENHO )

Certas coisas não acontecem com a gente. Só acontece com a tia da prima da amiga da vizinha.

Mas quem em sã consciência é capaz de admitir e contar o que acontece no mais íntimo do seu lado B?

Bom, aí vou eu:

Comecei a sentir palpitações de vez em quando e uma certa sensação de ansiedade uma angústia como se algo ruim fosse acontecer. Só que tive palpitações por 3 dias seguidos, insônia, agitação e medo. Medo de ter um treco, de morrer.

E foi assim que fui parar no P.S. do HCor. Deitada na maca, sentindo as pontas dos dedos da mão esquerda formigar. Um enfermeiro usando um óculos esquisito me pede pra levantar a blusa pra fazer o eletrocardiograma.

Me dou conta de que na correria não vesti o sutiã.

Levantei a blusa, olhei pro canto da sala e sentado  na cadeira, meu namorado olhando a cena com censura (“Cadê seu sutiã?”).

Pior que isso: meu seio esquerdo nu, o mamilo apontando o teto… e quantos eletrodos!

Fim do exame, hora da verdade.

– O que tenho Doutor?

– Na verdade, no coração, NADA!

– Mas e os sintomas? Meu quase enfarte onde foi parar?

– Ansiedade, você está muito agitada. precisa descansar, fazer exercícios, procurar um psiquiatra…

– Oi?!

– Síndrome do Pânico, prazer.

Assim vou saindo meio sem jeito em direção ao elevador. reencontro o enfermeiro de óculos esquisitos empurrando uma cadeira de rodas. Pro meu desespero ele acena, sorri e me deseja melhoras.

Na porta do hospital meu namorado diz: – Viu, você não tem nada, tá ótima. Só veio pagar peitinho pro enfermeiro. Mas só uma dúvida, por que não colocou sutiã?

É que na correria, no auge do mal estar, o sutiã incomodava por causa das palpitações.

Porque na morte não há pudor e nem glamour.

Tati Felix

 

Moda: para quê? – O início…

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A moda é um assunto tão controverso…

Apesar de sempre ter gostado de tudo que envolve o mundo fashion, passei um bom tempo (tempo demais!) da minha vida afastada, sem pensar ou me preocupar com isso. Nunca deixei minhas “comprinhas” (aspas bem grandes, pois o número de sacolas que entravam na minha casa não coincide com o diminutivo) de lado, mas acompanhar o movimento, os desfiles, me preocupar com um estilo, compor looks interessantes, nada disso fazia parte do meu cotidiano. Me preocupar com maquiagem? Quem tem tempo pra isso? Cuidar da pele e do cabelo? Pra quê? (é claro que neste caso fui abençoada com uma pele e um cabelo que, antes dos 30, exigiam manutenção zero. E apesar de meu descaso, eles continuam colaborando comigo… Tks God!)

Não acho que passei vergonha nem que envergonhei quem convivia comigo, mas certamente entediei qualquer pessoa minimamente antenada que prestasse atenção em mim.

Grande parte disso aconteceu porque eu passei muito tempo me levando a sério demais. Exatamente. Mergulhei no “mundo intelectual” e tirei o pior proveito possível, passando a considerar o universo da moda fútil. Não que ele não tenha a sua futilidade, mas quem disse que é possível viver uma vida sem futilidades? Ou ainda, qual é a graça de uma vida assim?

Eis que chegou o momento em que a Universidade e o dito “mundo intelectual” me decepcionou e me cansou a tal ponto que, sem perceber, me peguei muito mais animada pensando sobre meu guarda-roupa do que sobre a pesquisa de campo do Mestrado que não acabava nunca. As conversas sobre produtos diversos (maquiagem, pele, cabelo) com as amigas me deixavam muito mais viva do que as discussões de caso e, apesar de adorar minha coleção das obras completas de Freud e Lacan, poder assinar e ler a Allure e a Vogue americana no iPad foi meu verdadeiro prazer “literário” nos últimos tempos. Poderia até dizer que foi um “guilty pleasure”, mas não estou aqui pra mentir e devo dizer que não senti a menor culpa. Adorei cada artigo!

Pois então, levando a Psicanálise um pouco mais a sério (apesar de saber que é muito provável que alguns – muitos? – colegas psicanalistas me olharão com desconfiança) e a mim um pouco menos, descobri que o que me dá prazer na vida é sim a Psicologia, a Psicanálise, a Universidade, e também a Moda, a Maquiagem, os Cuidados com a Pele e o Cabelo e tantas outras coisas que este mundo tem a nos oferecer. Esta sou eu e não posso (não quero mais) brigar com o meu desejo.

Ir a Nova York e não visitar o MET (The Metropolitan Museum of Art), o MoMA (The Museum of Modern Art), a Broadway, o Blue Note? Um pecado. Ir para Nova York e não visitar a Bloomingdales, Forever 21, H&M, Sephora, CVS, Duane Reade… Um sacrilégio!

A moda pode sim ser utilizada de modo fútil, ser cruel, desigual. Mas também pode ser transformadora. Uma transformação que acontece de fora pra dentro e talvez por isso se confunda com algo superficial, que não precisa ser. Pra mim não é.

Vamos fazer dessa “indústria” (arte?) nossa aliada, encontrar nosso estilo e utilizá-lo como uma ferramenta de empowerment.

E não esquecer: poucas coisas são melhores (se é que há alguma) que uma blusinha linda para curar aquela deprê fora de hora.

Chanel_quote

Beijos

Camila